Boa forma de Federer aos 45 anos surpreende em retorno ao US Open; veja

Ex-tenista suíço foi homenageado com partidas de exibição no US Open

Luccas Oliveira, da CNN Brasil
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Em uma noite preparada para homenageá-lo, nesta terça-feira (25), no US Open, o suíço Roger Federer surpreendeu tanto o público que lotou o estádio Arthur Ashe, recheado de astros do esporte e celebridades, quanto os fãs que assistiam ao evento em casa.

A boa forma do ex-tenista, aos 45 anos, chamou a atenção na vitória por 6-3 sobre o norte-americano Andy Roddick, de 43, num set de exibição. Federer levou os fãs à loucura com seu tradicional e elegante backhand de uma mão.

Além disso, o pentacampeão do US Open fez nove aces num único set e teve ótimo aproveitamento no primeiro saque. Ele não pisava na mítica quadra do Arthur Ashe desde 2019, quando perdeu para o búlgaro Grigor Dimitrov nas quartas de final.

Minutos depois, Federer e Roddick voltaram para uma partida de duplas com outras duas lendas do tênis, John McEnroe e Andre Agassi. Mais uma vez, o suíço, que fez parceria com McEnroe, saiu vencedor do set de exibição (7-5).

Veja lances de Federer na partida de exibição no US Open

Federer volta a jogar após cinco anos afastado das quadras

Antes da partida, o suíço já havia admitido nervosismo com o retorno às quadras depois de tanto tempo parado.

"É de dar nervoso, para ser sincero. Não jogo um único set há, não sei, talvez cinco anos", disse ele, referindo-se à derrota para Hubert Hurkacz, nas quartas de final de Wimbledon 2021, seu último confronto competitivo de simples.

Aquela partida marcou o fim precoce da carreira de Federer nas quadras. Ele perdeu o terceiro set por 6-0 diante do polonês e, meses depois, passou por nova cirurgia no joelho, decidindo então não tentar mais retornos ao circuito profissional.

"Não sei como vai ser. Há muita incerteza, mas muita felicidade por poder voltar a Arthur Ashe, um lugar onde tive tantas memórias bonitas", afirmou o suíço antes do confronto.

Retrospecto amplamente favorável a Federer

O duelo reacendeu uma rivalidade histórica: ao longo da carreira, Federer sempre levou a melhor sobre o americano, chegando a somar um retrospecto de 15 vitórias contra apenas uma derrota diante de Roddick, além de nunca ter perdido para ele em Grand Slams, com oito confrontos invictos nessas competições.

Dois desses duelos, inclusive, aconteceram em finais de peso: em Wimbledon 2004, Federer superou Roddick por 4-6, 7-5, 7-6 e 6-4; já na decisão do US Open de 2006, o suíço venceu por 6-2, 4-6, 7-5 e 6-1.

Apesar da hegemonia nas quadras, os dois construíram ao longo dos anos uma amizade que resistiu ao tempo.

"Obviamente jogamos bastante e ele me venceu bastante, mas sempre conseguimos manter uma amizade ao longo do meio de nossas carreiras, que durou até hoje e espero que dure para sempre", disse Roddick sobre o reencontro.

O próprio Roddick, campeão do US Open em 2003, resumiu o motivo de estar em quadra novamente ao lado do rival: "Isso se resume ao Roger. É basicamente aparecer quando o Roger te chama."

 

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