Carlos Alcaraz quer título no Barcelona Open para voltar ao topo do ranking

Sem Sinner, espanhol estreia no torneio contra Otto Virtanen nesta terça-feira (14)

Shrivathsa Sridhar, da Reuters
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O espanhol Carlos Alcaraz afirmou que a possibilidade de retomar rapidamente o posto de número um do mundo de seu principal rival, Jannik Sinner, serve como motivação extra para a disputa do Barcelona Open nesta semana.

Ainda assim, o tenista destacou que sua prioridade segue sendo a evolução consistente ao longo da temporada de saibro.

Alcaraz perdeu o título de Monte Carlo Masters e a liderança do ranking para Sinner após a final do último domingo, em Mônaco. No entanto, o espanhol terá a chance de recuperar a primeira posição caso conquiste o troféu em Barcelona, torneio disputado em um cenário familiar.

As chances do bicampeão são ampliadas pela ausência de Sinner na chave, já que o italiano optou por uma pausa após conquistar, em sequência, os títulos de Indian Wells, Miami Open e Monte Carlo nas últimas semanas.

“Não vou sentir falta dele esta semana”, brincou Alcaraz durante entrevista coletiva na segunda-feira.

“Vi que preciso vencer o torneio aqui se quiser recuperar o número um. A disputa entre mim e o Jannik é excelente e provavelmente traz uma motivação extra”, afirmou.

Apesar disso, o espanhol reforçou que o foco principal está na evolução contínua. “Estamos concentrados e minha mente está voltada para seguir no caminho em que estamos, tentando melhorar. Temos clareza sobre o que precisamos fazer nos treinos e nos jogos. Esse é o principal objetivo — resultados e pontos são uma motivação adicional”, completou.

Alcaraz estreia no torneio contra Otto Virtanen ainda nesta terça-feira (14). Caso não conquiste o título, ele permanecerá como número dois do mundo.

O espanhol também projeta disputar uma agenda completa no saibro nesta temporada, com participações previstas em Madrid e Roma antes da defesa do título de French Open, que começa em Paris no dia 24 de maio.

Apesar do impacto da derrota para Sinner, o tenista de 22 anos destacou que a rivalidade tem contribuído para sua evolução. “O Jannik é um desses jogadores que me tornam melhor. Ele me faz perceber minhas fraquezas e no que preciso focar em cada treino e partida, então tento melhorar todos os dias”, disse.

“É ótimo tê-lo como referência e ver tudo o que ele vem conquistando”, concluiu.

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