De “fedorenta” a milionária: Lois Boisson vive sonho em Roland Garros

Semifinalista improvável, jovem tenista francesa é a grande surpresa do Grand Slam

Luccas Oliveira, da CNN
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A barulhenta torcida francesa de Roland Garros tem uma única e improvável esperança local ainda viva na semifinal dos torneios de simples do Grand Slam, seja no masculino ou feminino: Lois Boisson.

Nascida em Dijon, a tenista de 22 anos surpreendeu o mundo do esporte ao vencer o fenômeno russo Mirra Andreeva, número 6 do mundo, nesta quarta-feira (4), por 2 sets a 0, parciais de 7-6 e 6-3.

Com isso, Boisson já fez história: ela é a primeira wild card (ou seja, convidada pela organização) a chegar à semifinal feminina em Roland Garros, exatamente na primeira chave principal de Grand Slam que disputa na carreira.

Nada mal para quem, até o início do torneio, estava na 361ª posição do ranking da WTA e era mais conhecida por ter basicamente sido chamada de fedorenta por uma adversária.

"Ela fede muito"

Em abril, Boisson disputava a primeira rodada do Rouen Open, na França, quando foi alvo de um comentário ofensivo de sua adversária, a britânica Harriet Dart, que perdeu a partida por 2 sets a 0.

Durante uma troca de lado no segundo set, Dart foi captada pela transmissão pedindo à árbitra que solicitasse a Boisson o uso de desodorante — o que gerou uma resposta inusitada da francesa, dias depois.

"Você pode pedir para ela passar desodorante? Ela está com um cheiro muito ruim", disse a britânica, visivelmente frustrada em quadra. Veja abaixo:

Aquela era a primeira partida de Boisson em 2025, já que ela ficou um longo período parada para se recuperar de uma lesão. Ela acabou caindo nas oitavas de final do Rouen Open.

Lois Boisson já garantiu premiação maior do que de toda a carreira

Enquanto Harriet Dart foi eliminada ainda nas qualificatórias de Roland Garros, Lois Boisson segue fazendo história e sendo a esperança da torcida francesa no Grand Slam.

Na semifinal, ela vai enfrentar a norte-americana Coco Gauff, número 2 do mundo. O jogo será nesta quinta-feira (5), por volta das 11h (de Brasília).

Independentemente do resultado, Boisson já tem muito o que comemorar. Na atualização ao vivo do ranking da WTA, ela aparece na 65ª posição, a melhor de sua carreira, pulando quase 300 colocações.

E teve também uma vitória financeira: Boisson garantiu, com a semifinal, uma premiação de cerca de US$ 788 mil (R$ 4,4 milhões). Até então, durante toda sua carreira, ela tinha apenas US$ 148,5 mil (R$ 836 mil) em premiações acumuladas.

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