
Djokovic comenta sobre aposentadoria: "Ainda tenho essa chama"
Aos 38 anos, sérvio afirma que ainda tem nível para competir com os melhores do circuito

O tenista sérvio Novak Djokovic afirmou que não pensa em encerrar a carreira no momento e garantiu que segue motivado para competir contra os principais nomes do circuito mundial. Atual número três do ranking da Association of Tennis Professionals (ATP), o veterano comentou o tema durante sua participação no torneio de Indian Wells, nos Estados Unidos.
Aos 38 anos, o dono de 24 títulos de Grand Slam afirmou que ainda se sente competitivo no mais alto nível do tênis. Em entrevista nesta quinta-feira (5), Djokovic destacou o desempenho recente no Australian Open como prova de que segue capaz de enfrentar os melhores jogadores do mundo.
No torneio disputado em janeiro, o sérvio superou o italiano Jannik Sinner em uma semifinal equilibrada antes de ser derrotado pelo espanhol Carlos Alcaraz na decisão.
“Para mim, foi um resultado fenomenal. Provei principalmente a mim mesmo e também aos outros que ainda posso competir no mais alto nível e vencer esses jogadores”, afirmou Djokovic.
O tenista também explicou que a motivação continua sendo um fator decisivo para seguir em atividade.
“Então a minha lógica é: por que parar, enquanto ainda tenho essa chama, esse talento, qualidade e motivação para continuar?”, disse.
Calendário mais seletivo
Com mais de duas décadas de carreira no circuito profissional, Djokovic tem adotado uma estratégia diferente para prolongar a permanência entre os principais nomes do esporte. O sérvio passou a priorizar os torneios de maior peso, como os Grand Slams, além de competições preparatórias importantes.
Um exemplo é o próprio Indian Wells, evento que ele já conquistou cinco vezes ao longo da carreira.
A ideia é reduzir o desgaste físico ao longo da temporada e chegar em melhores condições às competições mais importantes do calendário. Mesmo com a agenda mais seletiva, Djokovic ressaltou que ainda sente prazer em competir.
“Gosto de entrar em quadra diante dos fãs e continuar competitivo. Ainda sou o número três do mundo, então não acho que esteja nada mal”, concluiu o experiente jogador.


