Fonseca encerra jejum de 11 anos do tênis brasileiro após Roland Garros

Campanha em Roland Garros faz carioca assumir liderança continental no ranking da ATP, marca que não era alcançada por um brasileiro desde Thomaz Bellucci

Gabriel Teles, da CNN Brasil
Compartilhar matéria

O tênis brasileiro voltou ao topo da América do Sul após mais de uma década. Com a campanha histórica em Roland Garros, João Fonseca assumiu a condição de melhor tenista sul-americano no ranking da ATP e encerrou um jejum que durava 11 anos.

Aos 19 anos, o carioca apareceu na 25ª posição da classificação mundial em tempo real após alcançar as quartas de final do Grand Slam francês. Com isso, ultrapassou o argentino Francisco Cerúndolo e garantiu a liderança entre os representantes do continente.

A última vez que um brasileiro ocupou esse posto foi em outubro de 2015. Na ocasião, Thomaz Bellucci alcançou o 33º lugar do ranking mundial e superou o argentino Leonardo Mayer para se tornar o principal tenista da América do Sul.

Desde então, o topo continental esteve sob domínio de argentinos e chilenos. Ao longo dos últimos 11 anos, nomes como Juan Martín del Potro, Diego Schwartzman, Nicolás Jarry e Alejandro Tabilo se revezaram na liderança regional, enquanto o Brasil atravessava um período sem representantes entre os principais nomes do circuito masculino.

A ascensão de João Fonseca coloca fim a essa sequência e simboliza um novo momento para o tênis nacional. Considerado uma das principais promessas da nova geração, o brasileiro alcança o posto de número 1 da América do Sul em sua melhor campanha em Grand Slam.

O feito também amplia a lista de marcas alcançadas pelo tenista em Roland Garros. Além de se tornar o melhor sul-americano do ranking, Fonseca foi o primeiro brasileiro a chegar às quartas de final de um Grand Slam masculino em 22 anos. O último havia sido Gustavo Kuerten, em 2004.

A campanha em Paris começou quando João ocupava a 30ª posição da ATP. Ao longo do torneio, o brasileiro acumulou pontos suficientes para subir cinco colocações e alcançar provisoriamente o 25º lugar do mundo. Mesmo com a atualização oficial prevista para a próxima segunda-feira, ele já tem garantida a liderança sul-americana, sem possibilidade de ser ultrapassado por Cerúndolo.

O novo cenário também representa uma mudança de forças no continente. Atrás de Fonseca aparecem atualmente Cerúndolo, Tomás Martín Etcheverry, Alejandro Tabilo e Mariano Navone, todos abaixo do brasileiro na projeção do ranking.

Depois de quebrar um jejum que durava mais de uma década, João Fonseca seguirá a temporada na grama europeia. O próximo desafio será o ATP 500 de Halle, na Alemanha, torneio que serve como preparação para Wimbledon e que marcará mais um capítulo de uma ascensão cada vez mais rápida no circuito mundial.

Acompanhe Esportes nas Redes Sociais