Por que novo Masters 1000 na Arábia Saudita pode atrapalhar o Rio Open

Mês de realização do novo torneio, que terá primeira edição em 2028, pode virar problema para torneios na América Latina

Pietra Carvalho, da CNN Brasil
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A ATP confirmou hoje a criação de mais um Masters 1000, na Arábia Saudita. O torneio, que deve estrear em 2028, ainda não tem local e mês definidos, mas informações do site The Athletic apontam que é mais provável que ele aconteça em fevereiro.

Campeonatos em nível 500 realizados na mesma região -- em Doha e em Dubai -- já acontecem no mesmo período, evitando calor muito extremo. Se concretizada, essa novidade pode gerar problemas para torneios sul-americanos, como o Rio Open.

Isso porque, atualmente, o ATP 500 brasileiro também é em fevereiro. Ano que vem, ele será realizado entre os dias 14 e 22.

A criação de um torneio maior, valendo mais pontos para o ranking, sob forte investimento da Arábia Saudita, pode dificultar a negociação de grandes nomes para a chave  principal do Rio Open.

Na edição de 2026, além do brasileiro João Fonseca, Lorenzo Musetti, Gael Monfils e Matteo Berrettini também estão confirmados.

Outros torneios na América Latina, como o ATP 250 de Buenos Aires e o ATP 500 de Acapulco, realizados, geralmente, uma semana antes e uma semana depois da competição brasileira, também podem sofrer com o conflito.

Para além da data, um outro elemento pode complicar a situação: os eventos na Argentina e no Brasil são no saibro, enquanto o da Arábia Saudita será em quadra dura outdoor.

No início de 2025, o diretor do Rio Open, Luiz Carvalho, afirmou ao Estadão que a organização tinha o desejo de, no futuro, mudar o piso do torneio para quadra dura. Mas, até o momento, não há atualizações sobre esse plano.

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