Rybakina x Sabalenka: o que esperar da grande final do US Open

Decisão feminina do último Grand Slam será disputada às 17h deste sábado (11)

Shrivathsa Sridhar; Edição: Pritha Sarkar, da Reuters
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Aryna Sabalenka trará a garra, enquanto Elena Rybakina virá com o gelo quando duas das maiores jogadoras do tênis feminino se enfrentarem na final do US Open, às 17h deste sábado (11). A belarussa busca o tricampeonato, e a futura número 1 do mundo estará no caminho.

Sabalenka busca se tornar a primeira mulher desde Serena Williams, em 2014, a conquistar três títulos consecutivos em Flushing Meadows, enquanto Rybakina chega com a garantia da liderança do ranking, que herdará da rival na segunda-feira (14).

As duas se enfrentarão em uma final de Grand Slam pela terceira vez, após disputarem a decisão do Australian Open em duas oportunidades. Sabalenka triunfou em 2023 e Rybakina se vingou na atual temporada, preparando o terreno para mais um confronto.

"Vai ser uma partida muito difícil", disse Sabalenka, que tentará melhorar o retrospecto de 10 vitórias e 7 derrotas contra Rybakina.

"Ela saca muito bem e melhorou bastante o jogo de fundo de quadra ao longo dos anos. Vai ser uma partida difícil, tanto física, quanto mentalmente."

"Mas estou pronta para a luta. Estou pronta para fazer tudo para conseguir a vitória, então estou empolgada para o combate."

Contexto geopolítico

Considerando a nacionalidade de Sabalenka e as raízes russas de Rybakina, a disputa pelo título no Arthur Ashe Stadium terá um pano de fundo geopolítico em meio à guerra da Rússia na Ucrânia e ao papel de Belarus como base para a invasão de Moscou ao vizinhos em 2022.

Sabalenka manteve o foco no tênis, e uma vitória, após um período decepcionante no meio da temporada, garantiria o quinto título de Grand Slam, igualando-a a Maria Sharapova e Martina Hingis.

Embora os jogos de muita potência tenham produzido algumas das partidas mais emocionantes do circuito, o comportamento delas não poderia ser mais diferentes: a emotiva Sabalenka muitas vezes se alimenta da energia da torcida, enquanto a compostura de Rybakina raramente vacila.

Rybakina busca consolidar um lugar entre a elite do tênis feminino, e um triunfo em Nova York seria o terceiro título de Grand Slam, após o sucesso em Wimbledon em 2022 e a vitória na Austrália, no começo do ano.

A trajetória da tenista cazaque, nascida na Rússia, até a final acontece pouco depois de um problema no tornozelo ter ameaçado prejudicar a campanha no US Open antes mesmo de começar, tornando a ascensão ao topo ainda mais notável.

Mudança de momento

Parte do ímpeto voltou a favorecer Sabalenka desde a final em Melbourne, com a jogadora de 28 anos derrotando Rybakina em confrontos consecutivos em Indian Wells e Miami, a caminho de completar o Sunshine Double em março.

"Já jogamos muitas vezes e também já treinamos antes", disse Rybakina, de 27.

"Ela é uma jogadora muito agressiva. É difícil jogar contra ela mental e fisicamente, porque ela tem um jogo potente e um saque forte. Vou precisar entrar em quadra com toda a energia que tenho, sacar o meu melhor e tomar as decisões certas nos momentos certos."

"Na maioria das vezes, os placares são apertados. É aí que as decisões fazem a diferença. Vamos ver o que acontece, mas com certeza darei o meu melhor e me dedicarei ao máximo."

Após uma vitória convincente por 2 sets a 0 (7-5 e 6-2) na semifinal contra Jessica Pegula e tendo cedido apenas um set em Flushing Meadows, Sabalenka parece ter uma ligeira vantagem para o confronto.

"Eu simplesmente amo Nova York, amo estar aqui e amo a energia da cidade", disse Sabalenka.

"Acho que é isso que me motiva. É isso que realmente me inspira e me impulsiona a continuar."

Rybakina, que superou Coco Gauff por 2 a 1 (3-6, 6-4 e 6-4) nas semifinais, enfrentou uma competição muito mais acirrada do que a rival em Nova York, mas, como de costume, permanece imperturbável diante da ocasião.

"Mesmo que algo dê errado na final, ainda terei outras oportunidades e outros torneios até o final do ano", acrescentou Rybakina.

"Nós nos desafiamos mutuamente quando jogamos essas partidas, e você consegue ver claramente em que precisa melhorar. Acho ótimo jogar contra alguém que te leva ao limite."

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