Sabalenka critica proibição de cães em Wimbledon e faz apelo: "Eu imploro"
Tenista número 1 do mundo pede para que animais de estimação possam acompanhar atletas no tradicional torneio

Os campeões de Roland Garros, Mirra Andreeva e Alexander Zverev, conquistaram o público no mês passado ao posarem com seus cães durante as cerimônias de entrega dos troféus. A cena, que viralizou nas redes sociais, porém, não será vista em Wimbledon.
O tradicional torneio britânico mantém uma política que permite apenas a entrada de cães-guia e cães de assistência certificados. Animais de estimação são proibidos nas dependências do All England Club, o que obriga jogadores que costumam viajar com seus pets a deixá-los em outro local durante o Grand Slam de grama.
A número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, que viaja acompanhada do filhote Ash, da raça Cavalier King Charles Spaniel, fez um apelo aos organizadores nesta quarta-feira (1º).
"Wimbledon, por favor, eu imploro, deixem os cães entrarem", disse a bielorrussa.
Sabalenka defende presença dos cães
Há apenas um mês, os cães se tornaram presença marcante em Roland Garros. O torneio francês chegou a criar credenciais oficiais para os animais e um serviço exclusivo de "concierge para cães" para atender ao número crescente de tenistas que viajam com seus pets.
Wimbledon, no entanto, não pretende adotar medida semelhante.
"Não concordo com essa proibição de cães de estimação, mas consigo entender por que tomaram essa decisão", afirmou Sabalenka.
Segundo a tenista, os organizadores podem temer danos às instalações históricas do clube.
"Obviamente, se um cachorro fizer alguma coisa errada dentro desse lugar histórico, provavelmente levará um tempo para consertar. Acho que eles têm medo de que algo seja danificado".
Mesmo assim, Sabalenka saiu em defesa dos animais que acompanham os jogadores.
"Tenho que dizer que todos os nossos cães são muito bem treinados. Eles não fariam nada de errado dentro desse lugar tão bonito. Precisamos mudar isso", declarou.
Pets ganham espaço nas redes sociais
O tema ganhou ainda mais visibilidade à medida que jogadores passaram a compartilhar fotos e vídeos de seus animais de estimação nas redes sociais, mostrando aos fãs um lado da rotina além das quadras e dos vestiários.
Há dez anos, um vídeo de Serena Williams viralizou depois que a ex-tenista contou ter passado mal ao experimentar uma colher de ração gourmet destinada ao seu Yorkshire Terrier, Chip.
Para alguns atletas, porém, a relação com os animais vai além da companhia.
"Às vezes dói deixá-lo sozinho em casa. Ele sofre quando fica sozinho. Isso realmente machuca meus sentimentos", disse Sabalenka, que já levou Ash a entrevistas coletivas.
A bielorrussa descreveu o cachorro como "uma bolinha peluda" que está sempre em busca de carinho e afirmou que passear com ele funciona como uma espécie de meditação.
O sentimento é compartilhado por muitos atletas, que passam grande parte do ano viajando pelo circuito internacional.
Apesar disso, os organizadores de Wimbledon seguem determinados a preservar os jardins e gramados impecáveis do torneio. Assim, caso Sabalenka conquiste o título e levante o tradicional troféu Venus Rosewater Dish em 11 de julho, o filhote Ash não poderá participar da comemoração.
A Reuters entrou em contato com os organizadores de Wimbledon em busca de um posicionamento sobre o tema.


