WTA defende privacidade de jogadoras após incidente envolvendo Coco Gauff

Presidente da entidade exigiu respeito aos atletas durante os torneios

Shrivathsa Sridhar, da Reuters
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A WTA afirmou que os pedidos feitos por jogadoras por mais privacidade fora das quadras durante os torneios são totalmente legítimos, após a divulgação de imagens de Coco Gauff quebrando sua raquete depois da derrota nas quartas de final do Australian Open gerar intenso debate.

Logo após perder para Elina Svitolina, na terça-feira (27), Gauff procurou um local sem câmeras para extravasar a frustração. A norte-americana ficou incomodada ao saber que imagens dela golpeando repetidamente a raquete no chão, perto da área de chamada das partidas da Rod Laver Arena, haviam sido transmitidas para o mundo todo.

Iga Swiatek, Jessica Pegula e Amanda Anisimova estiveram entre as jogadoras que destacaram a falta de privacidade, e a WTA concordou que medidas precisam ser adotadas.

“As preocupações recentes levantadas pelas jogadoras da WTA no Australian Open sobre câmeras em áreas fora da quadra são completamente válidas”, disse a presidente da WTA, Valerie Camillo, na quinta-feira (29).

“Esse é um pedido muito humano e justo — atletas precisam de espaços onde possam se recuperar e não se sintam constantemente sob vigilância. Garantir esse espaço faz parte da nossa responsabilidade como esporte. A WTA está comprometida em ouvir suas jogadoras e agir diante de preocupações como essa”.

A Tennis Australia, entidade que organiza o primeiro Grand Slam da temporada, afirmou que as câmeras nas áreas de aquecimento e desaquecimento foram instaladas para oferecer aos fãs uma “conexão mais profunda” com as atletas, mas disse que irá trabalhar com elas para encontrar soluções às preocupações levantadas.

“Queremos ouvir as jogadoras, queremos realmente entender quais são as necessidades e os desejos delas”, afirmou o diretor do torneio, Craig Tiley, ao Tennis Channel.

“Então, essa é a primeira pergunta que faremos; nós ouvimos vocês e faremos os ajustes que forem necessários. Existe uma linha tênue entre a promoção das atletas, a promoção do evento e a posição das câmeras”.

A WTA informou ainda que já adotou medidas para reduzir o número de câmeras em áreas fora da quadra em seus torneios.

“Adotamos esse padrão porque concordamos que devem existir limites claros e respeitosos nas áreas fora da quadra”, acrescentou a entidade que governa o tênis feminino, ao pedir ações semelhantes de outros organizadores e emissoras. Acreditamos que essa questão deve ser revisada por organizadores de torneios e parceiros de transmissão para garantir que limites apropriados estejam em vigor”, concluiu.

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