Tifanny consegue liminar para jogar torneios da CBV; entenda

Entidade pode ser punida por multa caso proíba a participação da atleta de acordo com decisão da Justiça do Rio

Cris Schwambach e Leonardo Martins, da CNN Brasil

A oposta Tifanny Abreu, do Osasco, conseguiu, na noite desta sexta-feira (16), uma liminar na Justiça para poder disputar as competições da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

A decisão permite a participação de Tifanny já na partida desta noite contra o Praia Clube, pela Supercopa, e vale também para a temporada 2026-27 da Superliga, principal torneio do vôlei nacional.

A decisão é do juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese, da 44ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, que também estabelece multa de R$ 5 mil por partida caso Tifanny seja impedida de jogar.

Mais cedo, a CNN havia confirmado com a equipe jurídica da jogadora que a mesma havia recorrido no pleno do STJD e também à Justiça comum para tentar garantir que entrasse em quadra pelo Osasco.

Isso porque Tifanny, que é uma atleta trans, não poderia mais ser escalada pelo clube devido às novas regras de elegibilidade da CBV para competições nacionais.

A Confederação aderiu em agosto deste ano a política do Comitê Olímpico Internacional (COI), que limita a elegibilidade para a categoria feminina exclusivamente a atletas do sexo biológico feminino.

Veja a nota oficial da CBV

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) foi comunicada de decisão do Juízo da 44ª Vara Cível do Rio de Janeiro, proferida às 19h12 de hoje, que deferiu em parte pedido de tutela formulado pela atleta Tifanny Pereira de Abreu.

Em cumprimento à ordem judicial, e por força dela, a atleta terá, em caráter excepcional e provisório, condição de jogo na partida da Supercopa Feminina 2026 de hoje, e na Superliga Feminina 2026/2027.

A medida é provisória e o próprio Juízo consignou que a questão permanece submetida à Justiça Desportiva, onde tramita o Mandado de Garantia nº 002/2026, e que reapreciará a tutela tão logo seja noticiado o julgamento definitivo daquele processo.

A CBV apresentará os recursos cabíveis e adotará as medidas necessárias para a reversão da decisão. A CBV reitera seu compromisso com o respeito e a dignidade de todas as atletas e repudia qualquer manifestação discriminatória.

 

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