
Titulares do Minas projetam temporada e destacam trabalho de novo técnico
Invicto na Superliga Feminina, Minas enfrenta o Brasília nesta terça-feira (17)

Com 100% de aproveitamento até aqui na Superliga Feminina, o Minas enfrenta o Brasília nesta terça-feira (18) para se manter no topo da tabela da competição. Com cinco vitórias em cinco jogos, a equipe soma 14 pontos e promete estar novamente na briga pelo título.
Apesar do excelente início de Superliga, Thaisa e Nyeme, titulares da equipe, pedem pés no chão para alcançar os objetivos. À CNN, a central e a líbero destacaram a sintonia da equipe para a temporada.
"Eu acredito que o Minas está no caminho certo, passo a passo. Eu não estou me iludindo e pensando: 'Ó, nossa, estamos muito bem', como todo mundo está falando, 'Vocês tão voando' e tal. Cara, acabou de começar, o campeonato é muito longo, então começou agora, a gente tem que ter o pé muito no chão de entender que tem muita coisa para melhorar, tem muita coisa para ajustar", avaliou a central.
Das últimas seis Superligas, o Minas disputou cinco finais e venceu quatro. A única edição da qual não participou da decisão foi justamente a última, quando foi superado pelo Osasco na semifinal. Depois da eliminação, Thaisa deu uma entrevista forte e não poupou a equipe de críticas sinceras.
Para a temporada 2025-26, a central já vê mudança principalmente na mentalidade da equipe, que passou por reformulação.
Eu acho que o principalmente a mentalidade de todo mundo está muito focada em um único objetivo, todas as jogadoras. Todo mundo se ajudando muito, todo mundo querendo muito bem da outra. Independente se o time é melhor ou não, se é pior, se é mais fraco do que outros, o time, a conexão, a energia, o olhar para o mesmo, para a mesma direção, uma ajudar a outra, uma querer o bem da outra, isso faz toda diferença nos momentos de dificuldade.
Nyeme, que não estava no Minas na última temporada para se dedicar à gravidez e aos primeiros meses da filha Antonella, reforçou que a expectativa, assim como nos outros anos, é de brigar pelo título, e que a equipe está encaixada apesar do pouco tempo de campeonato.
"A expectativa é sempre de estar no pódio e de preferência sendo campeã. Esse ano é um time totalmente novo, bem reformulado, mas a gente está bem unida. Parece que nem são peças diferentes. A gente se encaixou tanto cada uma ali dentro de quadra, nos treinos, que está fluindo muito bem e a minha expectativa é que a gente a gente seja campeã de novo, se Deus quiser", projetou a líbero que voltou a ser titular da equipe no último jogo contra o Tijuca Tênis Clube.
Diferenças com o novo técnico
Depois de cinco temporadas com o italiano Nicola Negro, o Minas trocou de técnico para a temporada 2025-56. O também italiano Lorenzo Pintus foi anunciado em agosto. Com uma reformulação no elenco e no comando, as adaptações tiveram que acontecer dos dois lados.
A gente sempre tenta aprender o máximo com ele, porque ele é experiente, ele é um bom técnico e tem dado certo. Ele tem mudado muito desde que chegou, tem se aberto mais. Porque como é novo pra gente, pra ele também é totalmente novo, mais do que pra gente. Então, esse feedback que a gente dá para ele, ele dá pra gente, é muito importante e está fluindo na quadra.
Thaisa destacou a dificuldade com a linguagem, já que o técnico não falava nada de português quando chegou ao Brasil. Uma das veteranas do grupo, a central contou como usava a descontração nos treinos para ajudar a "quebrar o gelo".
"Ele estava um pouquinho travado, assim, eu senti que ele estava um pouco travado. Mas aos poucos ele foi se abrindo, eu fui tentando conversar com ele, quebrar um pouquinho. 'Que que você tá sério? Pelo amor de Deus, sorria! Você tá muito rabugento.' Aí ele ria e tal. Mas eu acredito que o grupo também acolheu bastante ele de tentar entender que, cara, se está diferente pra gente, como a Nyeme falou, pra ele está mil vezes", contou a central.
Thaisa também parabenizou o time inteiro pela postura frente ao novo trabalho, que é muito diferente do que era proposto por Nicola.
"Eu acho que esse grupo está de parabéns demais pela postura, pelo companheirismo, parceria, de querer comprar a briga do outro. Ele é o oposto do Nicola, tanto de personalidade quanto de de forma de jogar. Então, tem que ter essa flexibilidade de ambas as partes e está acontecendo", ressaltou.


