Terceiro maior diamante do mundo é descoberto em Botsuana

A pedra de 1.098 quilates, considerada o terceiro maior diamante "de qualidade" já encontrado, foi apresentada ao presidente Mokgweetsi Masisi

Oscar Holland e Hande Atay Alam, da CNN
17 de junho de 2021 às 11:34 | Atualizado 17 de junho de 2021 às 12:42

 

Um dos maiores diamantes do mundo foi descoberto em Botsuana, anunciou o governo do país.
A pedra de 1.098 quilates, considerada o terceiro maior diamante "de qualidade" já encontrado, foi apresentada ao presidente Mokgweetsi Masisi na quarta-feira (16).

A descoberta foi feita no início deste mês na mina Jwaneng, a cerca de 75 milhas da capital do país, Gaborone. A mina é operada pela Debswana, uma empresa de diamantes de propriedade conjunta do governo de Botsuana e do Grupo De Beers, de acordo com seu site oficial.

Uma conta oficial do governo no Twitter escreveu que "a receita do diamante será usada para promover o desenvolvimento nacional do país".

"Debswana deve usar esta última descoberta como um ponto de inflexão, para que a mina use sua tecnologia para realizar mais dessas grandes descobertas", acrescentou.

Mokgweetsi Masisi, presidente de Botsuana, segura a gema encontrada
Foto: Monirul Bhuiyan/AFP/Getty Images

O escritório de Masisi também postou uma série de fotos mostrando o diamante sendo apresentado ao presidente e seu gabinete.

Inaugurada oficialmente em 1982, a mina Jwaneng geralmente rende entre 12,5 milhões e 15 milhões de quilates de diamantes por ano, de acordo com Debswana. A descoberta deste mês é a maior gema desenterrada pela empresa desde que os diamantes foram descobertos pela primeira vez em Botsuana em 1967, disse o governo.

Atualmente, o maior diamante já registrado é o Diamante Cullinan de 3.106 quilates, encontrado na África do Sul em 1905. O Cullinan foi posteriormente cortado em pedras menores, algumas das quais fazem parte das joias da coroa da família real britânica.

Acredita-se que a segunda maior descoberta seja a Lesedi La Rona, uma pedra de 1.109 quilates encontrada pela empresa canadense Lucara Diamond na mina de Karowe, também em Botsuana, em 2015. O diamante foi vendido ao joalheiro de luxo Graff por US$ 53 milhões (cerca de R$ 266 milhões) dois anos depois.

Pedra de 1.098 quilates fotografada em Gaborone, Botsuana
Foto: Monirul Bhuiyan/AFP/Getty Images

Os diamantes em bruto são geralmente classificados como de qualidade de gema, quase gema ou de qualidade industrial, dependendo de sua cor, clareza, tamanho e forma.

Portanto, embora outro diamante ainda maior tenha sido encontrado em Botsuana em 2019 – uma pedra de 1.758 quilates apelidada de Sewelô – os especialistas disseram que não poderia ser considerado inteiramente de qualidade gema. A pedra foi comprada pela marca francesa de luxo Louis Vuitton em 2020 por uma quantia não revelada.

Em declarações à CNN na época da descoberta de Sewelô, Rob Bates, um blogueiro da indústria de diamantes e joias, disse à CNN que apenas "um punhado" de empresas no mundo sabe como "cortar economicamente" diamantes em bruto tão grandes.

"Mas é sempre um momento emocionante quando uma mina tosse uma pedra enorme como essa", disse ele. "É bom para os negócios, bom para o país de Botsuana."