Segunda venda de quadro de Banksy que se autodestruiu chega a R$ 140 milhões

A identidade da vendedora no leilão de quinta-feira (13) não foi revelada, mas a Sotheby's a descreveu como uma colecionadora da Europa

Quadro "Love is in the Bin" ganhou fama ao se destruir após leilão
Quadro "Love is in the Bin" ganhou fama ao se destruir após leilão Instagram/Reprodução

Jacqui Palumboda CNN

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A obra de Banksy que se autodestruiu parcialmente durante um leilão há três anos foi vendida mais uma vez. E agora pela impressionante quantia de US$ 25,4 milhões (cerca de R$ 140,2 milhões).

O novo leilão da tela “Love is in the Bin” aconteceu na noite de quinta-feira (14) na Sotheby’s Contemporary Art, em Londres, e se tornou a maior venda do artista, superando o arremate de “Game Changer”, há um ano. O quadro, que retratava profissionais de saúde como super-heróis, foi vendida por US$ 23,1 milhões (cerca de R$ 127,5 milhões) para beneficiar hospitais do Reino Unido.

“Love is in the Bin”, ou “O Amor está na Lixeira”, novo nome atribuído pela Sotheby’s à obra “Girl with the Balloon” (“Menina com Balão”), teve seu valor estimado em US$ 8,3 milhões (cerca de R$ 45,8 milhões), seis vezes seu valor anterior de US$ 1,4 milhão (aproximadamente R$ 7,7 milhões). A obra de arte permanece parcialmente destruída na moldura, que escondia o mecanismo para destruir a tela automaticamente depois de o martelo ser batido durante a venda original. Banksy insinuou posteriormente que o triturador de papel falhou, impedindo que o quadro fosse inteiramente transformado em retalhos.

“Foi um grande momento porque nunca algo parecido havia sido feito antes”, disse em entrevista por e-mail à CNN Matthew Israel, historiador de arte, autor e cofundador da Artful. Ele acrescentou que a ideia de uma obra de arte se autodestruir era “totalmente contrária aos objetivos de uma casa de leilões, onde a condição de uma obra de arte é primordial e o conhecimento sobre ela é fundamental para sua autoridade e valor”.

A identidade da vendedora no leilão de quinta-feira (14) não foi revelada, mas a Sotheby’s a descreveu como uma colecionadora da Europa e uma cliente de longa data da casa. O novo comprador tem a opção de pagar em criptomoedas.

Poucos meses após o primeiro leilão em 2018, o Museu Frieder Burda, em Baden-Baden, na Alemanha, tornou-se o primeiro espaço público a exibir “O Amor está na Lixeira”. Antes desta última venda, a pintura também foi exibida em Londres, Hong Kong, Taipei e Nova York.

(Texto traduzido. Clique aqui para ler o original em inglês).

 

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