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    • Denise Santos - CEO da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo
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    • Denise Santos - CEO da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo

      Denise Soares dos Santos é formada em engenharia elétrica e eletrônica pela Faculdade de Engenharia Industrial. Concluiu o curso em 1990.

      É pós-graduada em administração de negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e tem MBA em administração pela Toronto University, no Canadá.

      Antes de ingressar na BP, foi executiva do São Luiz entre 2009 e 2011 e no grupo RBS, onde liderou o processo de venda do Canal Rural para o frigorífico JBS.

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    Conexões reais, tecnologia, sustentabilidade, diversidade: o que 2023 reserva ao mercado da saúde?  

    Começo de ano é sinônimo de reflexão (e de muita resiliência). É o momento de lançar um olhar cuidadoso ao que foi construído nos últimos 12 meses e, sem perder de vista as tendências do momento, traçar novas metas de curto prazo que vão ao encontro com nossos objetivos principais.

    Este ano não fugiu à regra e, depois de refletir sobre 2022, percebi que foram grandes projetos e movimentos transacionais – seja por meio de M&A (fusões e aquisições) ou de parcerias estratégicas – que marcaram o mercado de saúde.

    Movimentos para o fortalecimento e a perenidade das empresas no meio, motivados por fatores como expansão geográfica, ampliação de escopo de serviços, incorporações de novas tecnologias ou redesenho do modelo de negócios.

    Nesse ponto, a BP deu um importante passo ao anunciar a criação de uma nova empresa de Oncologia, da qual será sócia em partes iguais de outros dois grandes players do mercado de saúde, o Grupo Fleury e a Bradesco Seguros (via Atlântica).

    Mas quais as perspectivas do mercado de saúde para 2023? O que podemos esperar deste ano? Em uma viagem recente que fiz à Portugal para participar do Web Summit, um dos maiores eventos de inovação do mundo e que traça tendências para o mundo dos negócios, tive alguns insights que me ajudaram a ter mais clareza sobre caminhos de respostas a essa pergunta.

    Ao lado de mais de 70 mil líderes de diversos setores, estive imersa em temas relacionados a comportamento, vida, liderança e negócios. E o que saiu de lá foram grandes macrotendências que vão influenciar os negócios de modo transversal e que realmente acredito que devem ser consideradas com carinho.

    E claro, que também afetam o mercado de saúde.

    Compartilho com vocês alguns desses insights.

    Pensar no coletivo: este é o primeiro século em que a maioria da inteligência humana está voltada para a coletividade, um importante legado que a pandemia nos deixou: olhar para o todo e não apenas para o indivíduo. O presente mostra que há um exército de pessoas focadas em proteger o planeta e a coletividade, com soluções simples que usam a tecnologia para resolver problemas importantes da sociedade, e isso só tende a crescer em 2023.

    Autenticidade das marcas para criar conexões reais: para que as instituições no geral se conectem com seus clientes, elas precisam ser mais reais, humanas e autênticas. É preciso dialogar com o público e ter práticas concretas: promessa e entrega compatíveis. Aqui na BP, por exemplo, a experiência do cliente passa pela jornada com foco do cliente, monitoramento da operação, eficiência operacional, gestão, investimento em tecnologia, uso de IA e, claro, muita interação humana. Entregamos relacionamento e confiança e isso cria a conexão emocional com cada um dos nossos clientes. É preciso ter em mente que 80% dos consumidores preferem marcas que tem propósito, coerência e impacto.

    Sustentabilidade também se manterá em foco para 2023. É possível que o novo ano exija com mais veemência uma sociedade mais sustentável, indo de novas matérias-primas e fontes de energia até o reuso e reciclagem de produtos.

    As empresas de saúde precisam se adaptar rapidamente, por isso que temos na BP uma diretoria que se dedica a diagnosticar aspectos que podem ser mais adequados ao pensamento ESG e que desdobra essas oportunidades em projetos estratégicos, como a implantação de um Sistema de Gestão Ambiental mais adequado, por exemplo.

    É um fato que não existe uma solução única para resolver a crise climática da noite para o dia. Mas o tema se tornou uma prioridade de nações ao redor do mundo e depende da atuação conjunta de governos, ONGs, empresas e pessoas físicas para reverter a situação atual.

    E aqui acredito que temos um importante aliado para acelerar essas ações: a tecnologia. Precisamos inspirar pessoas a agir para reverter o quadro atual.

    Diversidade: é preciso que as equipes sejam cada vez mais plurais, atendendo mais um ponto das pautas ESG, em social. Diversidade é imprescindível para a inovação, mas as organizações, de modo geral, ainda não são diversas o bastante. Aqui na BP, temos iniciativas de Diversidade e Inclusão, com projetos de contratação e capacitação de pessoas com deficiência, rodas de conversas e mentorias, contratação de pessoas trans e melhorias nos processos internos para inclusão de grupos de colaboradores, ampliando nosso olhar para a pluralidade e inserindo a visão dessas pessoas no desenho da estratégia. Mas, claro, ainda temos muito a crescer.

    A automação e incorporação de tecnologia em todo o ecossistema de saúde também deve estar na pauta no próximo ano. Só neste último ano tivemos uma dezena de MVPs na área de Inovação da BP. Uma série de tecnologias exponenciais (como sensores, redes, IA, robótica, impressoras 3D, VR/AR, blockchain e biologia sintética) convergindo, sempre com o propósito de tornar a saúde mais rápida e acessível para a população. E aqui fica um alerta: as empresas precisam correr para construir a IA ou se tornarão não competitivas.

    Robótica em alta: os robôs também têm evoluído para ganhar mais abrangência em várias áreas da saúde. Triplicamos a nossa capacidade de robôs cirúrgicos e os investimentos em tecnologia terão foco na BP em 2023, como PET-CT Digital, tecnologia de imagem voltada para o refinamento do diagnóstico por imagens em exames para tratamentos oncológicos, cabines conectadas e tantos outros projetos que devem democratizar o acesso à saúde.

    É importante lembrar que hoje cerca de 75% das pessoas não têm acesso ao tratamento básico de saúde.

    Pensar em modelos assistenciais diferentes e aliados ao uso de tecnologia de modo disruptivo são formas de viabilizar uma mudança nessa situação, focando na prevenção, em novas experiências e também no uso intensivo de dados para e sobre os usuários, ofertando uma saúde inteligente.

    A prevenção é o foco, como o trabalho que desenvolvemos no nosso dia a dia no BP Vital, uma rede de clínicas de diversas especialidades médicas integrada aos demais serviços da BP para cuidar da saúde dos clientes e estimular conversas preventivas sobre a saúde.

    A partir dessas tendências, cada empresa e cada pessoa pode (e deve) desenvolver sua própria investigação, fazer as perguntas incômodas e encontrar o caminho para a inovação, a diversificação e a reinvenção de seus negócios. Sim, reinvenção – pois nada é mais certo do que o fato de que o futuro será muito diferente de tudo o que vimos até aqui. Especialmente na saúde.

    Um feliz 2023 e um ano repleto de saúde e de iniciativas que nos mantenha em movimento!

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