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    • Bruno Rey - Co-fundador da Hypesoft
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    • Bruno Rey - Co-fundador da Hypesoft

      Bruno Rey é co-fundador da Hypesoft, atua no mercado de TI, nas áreas de vendas, experiência do cliente, tecnologia e inovação.

      Também é sócio e board member da Olos Tecnologia, fundador da NZ3, investidor e board member da E-motors BR, e co-fundador e board member da PinX.

      Além disso é Membro Associado da ABC3 (Associação Brasileira dos Conselheiros Consultivos Certificados); Conselheiro de Honra da Academia Europeia da Alta Gestão; Conselheiro de diversas empresas e Investidor Anjo da Anjos do Brasil. 

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    Do profissional para o pessoal: como a transformação digital impacta nas nossas vidas? 

    Não é de hoje que sofremos impactos importantes vindos da aceleração da tecnologia. Nos últimos anos, fomos inundados por tecnologias que permitiram facilitar o dia a dia e encurtar distâncias, como a possibilidade de eliminar horas todos os dias no trânsito, permitindo realizar nosso trabalho no conforto de nossa casa.

    Em novembro do ano passado, estive no WebSummit, em Lisboa, um dos maiores eventos de tecnologia e inovação do mundo, e agora, em janeiro, estive da NRF (National Retail Federation) 2023, em Nova Iorque, o maior evento de varejo do mundo. Além de estar mergulhado no que tem de mais novo na tecnologia e presenciar como ela está sendo aplicada nos diversos setores da economia mundial, consegui trocar muitas experiências com vários dos CEOs das maiores companhias do mundo. Pude, então, constatar aquilo que eu acredito e que sempre digo, que tecnologia é importante, mas é e continuará sendo, por muito tempo o “meio”.

    E o que isto quer dizer?

    Que apesar de estarmos imersos na tecnologia e ela fazer parte do nosso dia a dia intensamente, tudo se dá pelas pessoas. São elas que fazem as coisas acontecer de verdade, e são elas o maior ativo de uma empresa. É a presença de pessoas treinadas, capacitadas e aptas a usar a tecnologia da melhor maneira possível, que fará com que as tarefas mais simples sejam executadas e, consequentemente, encurtar caminhos nas tarefas mais difíceis e complexas.

    A principal questão que precisamos refletir a partir de agora é a aplicação da tecnologia, muito além do fator facilitador, mas que pode nos trazer alguns transtornos como sociedade, e que já pode ser observado em menor escala. Vamos usar um exemplo, você precisa pegar um avião amanhã de São Paulo para Recife porque surgiu uma reunião emergencial. Com a possibilidade de uma reunião virtual, você reflete se o deslocamento é realmente necessário e acaba desistindo de ir. Apesar do ganho de tempo, a perda da troca humana é imensamente maior, e é preciso começar a colocá-la na balança. Neste caso, existem reuniões importantes nas quais o olho no olho precisa ser exercido e que mudam completamente a relação humana, para além do trabalho, e que facilitam as relações corporativas.

    É claro que estamos falando de um caso isolado, sem considerar fatores que são importantes na decisão de ir ou não para uma viagem a trabalho que pode ser resolvida à distância. Mas o que é necessário neste caso é pensar na rotina. Imagine o profissional que trabalha 100% home office e suponha que este seja alguém sedentário, não faça algum exercício físico, não pratique um esporte. Ele acorda pela manhã, toma seu café, vai para frente do computador e começa a trabalhar. Ao meio-dia, almoça e volta a trabalhar. Quando percebe, olha pela janela, vê que já é noite, toma seu banho, faz o jantar e se prepara para dormir. No dia seguinte, começa a mesma rotina e assim sucessivamente ao longo de todos os dias de sua jornada de trabalho.

    A comunicação e o contato entre os seres humanos são uma das maiores necessidades que temos, fato comprovado há tempos, sem discussão. Precisamos ver pessoas, conversar, desabafar, compartilhar etc. Já imaginaram quantas pessoas podem entrar em burnout pela incapacidade de conseguir se desligar do trabalho, devido à tecnologia? Isto já é uma realidade que atinge centenas de pessoas e que pode piorar drasticamente se não mudarmos o jeito como nos relacionamos com ela.

    Muito mais que utilizar a tecnologia para o crescimento do seu negócio, é preciso pensar como ela está impactando diretamente os seus colaboradores e, principalmente, como reverter essa situação. O assunto é muito sério, eu mesmo já lidero alguns times e estou sempre engajado em ações sociais e colaborativas. Acredito que seja de imensa importância e me preocupo com este assunto. Deixo aqui minha reflexão: você está se preocupando também?

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