Novo Museu do Ipiranga: gestão pública moderna que valoriza a cultura

A reinauguração do Museu do Ipiranga, em São Paulo, na semana em que comemoramos o bicentenário da Independência do Brasil, reforça o compromisso do povo brasileiro com a preservação da nossa história.
Fechado desde 2013, o museu abre suas portas agora democraticamente para todos como um símbolo contra a ignorância, a desvalorização da cultura e do separatismo que tristemente assolam o nosso país.
Ao devolver aos brasileiros aquele que é o maior e mais importante monumento histórico do nosso do Brasil, sinto que os seis anos que passei na vida pública valeram a pena. Obras como essa do museu ficarão como um legado para as próximas gerações. E provam que unida, a sociedade consegue vencer os desafios impostos pelas circunstâncias.
Ao lado do Rodrigo Garcia, Sergio Sá Leitão, da Universidade de S. Paulo, de patrocinadores e tantos colaboradores, conseguimos entregar para o Brasil um museu renovado, moderno.
Não podemos aceitar a inércia dos céticos, o descaso daqueles que relegam o patrimônio cultural da nossa nação ao segundo plano. Por isso, logo no começo do mandato que exercemos como governador, definimos que a restauração do Museu do Ipiranga e do Parque da Independência seria uma meta irrevogável. E, felizmente, conseguimos reverter as adversidades que a escassez de recursos estava impondo ao nosso patrimônio cultural e a nossa memória.
A restauração deste gigantesco complexo em menos de quatro anos é a prova de que, em São Paulo, a defesa da cultura e da preservação do legado histórico andam de braços dados com a inovação, a criatividade e a qualidade na gestão pública.
Provamos que a persistência, a dedicação ao trabalho e a capacidade de superar adversidades, podem e devem ser exemplo para todos. E que a parceria entre o poder público, a sociedade civil e a iniciativa privada é o melhor e mais rápido caminho para o sucesso que o Brasil pode e deve ter.
Não tínhamos recursos próprios para custear este imenso projeto de restauração e modernização do Novo Museu do Ipiranga, mas levamos nossa proposta a empresas, bancos e instituições de fomento. A iniciativa capitaneada pelo Governo do Estado conseguiu captar R$ 170 milhões entre recursos incentivados pela Lei Rouanet e patrocínios diretos. Com a adição de aportes públicos do Governo de São Paulo e da USP, alcançamos a cifra de R$ 235 milhões para que o Novo Museu do Ipiranga saísse do papel. E agora, possa ser celebrado.
Agradeço a todos os patrocinadores, parceiros e apoiadores que tornaram possível este projeto que é um verdadeiro marco para a cultura nacional. E agradeço também ao governo federal pela Lei Rouanet. Também faço agradecimento a centenas de profissionais anônimos, que trabalharam dia e noite para que o Novo Museu do Ipiranga estivesse pronto para o bicentenário da Independência.
Com capacidade dobrada de público e sistemas completos de acessibilidade, segurança e prevenção a incêndios, o Museu reabre suas portas com um inédito aparato multimídia de última geração e mais de 3 mil peças em exposição.
Graças à uma mobilização inovadora, a população recebe agora um complexo cultural e turístico restaurado nos menores detalhes e modernizado com tecnologia de ponta. O Novo Museu do Ipiranga voltou a ser uma referência histórica, arquitetônica e artística de destaque no cenário mundial. E vai receber mais de um milhão e meio de visitantes por ano, a partir deste mês de setembro.
Que a cultura continue sendo um trampolim para a redução das desigualdades e também continue abrindo portas para um novo amanhã, enchendo de esperança o coração do povo brasileiro. Viva o Museu do Ipiranga!
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