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Luiz Césio Caetano 

Luiz Césio Caetano - Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan)

Pela superação dos entraves estruturais ao desenvolvimento

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O Estado do Rio de Janeiro está próximo de 52% do PIB brasileiro em um raio de 500 quilômetros – ou seja, uma localização estratégica. É o terceiro maior mercado consumidor do país. Ostenta a liderança da produção nacional de petróleo e gás, tem um parque produtivo diversificado e uma relevante infraestrutura logística. E mais: um ecossistema científico e tecnológico diversificado, entre outros diferenciais.

Este quadro foi consolidado pela Firjan no estudo “Rio de Futuro: vocações e potencialidades econômicas do Rio de Janeiro”. Apresentado em dezembro, identificou nove novas fronteiras de desenvolvimento capazes de transformar a indústria fluminense nos próximos dez anos, gerando quase 700 mil empregos e acrescentando R$ 210 bilhões ao PIB do setor no Estado.

Logo a seguir, a Firjan também divulgou um outro estudo, o “Panorama dos Investimentos no Estado do Rio de Janeiro 2026-2028”. Revelou que os projetos em andamento e potenciais em território fluminense, nos próximos três anos, somam nada mais, nada menos do que R$ 526 bilhões. Ou seja, mais de meio trilhão de reais.

Uma leitora ou leitor que se deparar com este quadro pode concluir que o Estado do Rio tem, pela frente, um horizonte luminoso. Mas não. Para reforçar vocações e alavancar potencialidades, concretizando o maior desenvolvimento econômico e social, ainda é preciso superar gargalos estruturais que comprometem, de maneira dramática, a competitividade das empresas – e que impedem um futuro mais próspero.

A Firjan também se dedicou a medir o peso invisível que impede o potencial do Rio. E apresentou o “Custo Rio”, mensurando o impacto econômico adicional gerado por entraves estruturais existentes no ambiente de negócios fluminense.

A constatação foi de que o custo de entrar e empreender no Rio chega a impressionantes R$ 274,8 bilhões anuais. Isto corresponde a 20% do PIB fluminense. Ou seja, R$ 1 de cada R$ 5 da economia do Estado são simplesmente perdidos em ineficiências. É um conjunto de custos que não investe, não produz e não gera emprego – mas que absorve uma parcela relevante de quem está contribuindo para a economia girar.

A elevada carga tributária corresponde a R$ 93 bilhões deste “Custo Rio”. O peso adicional por conta de problemas derivados do ambiente jurídico-regulatório é de quase R$ 43 bilhões. O sócio oculto também acontece na hora de financiar negócios, de dispor de infraestrutura e de empregar capital humano.

E mais: na segurança, pública e privada. Neste caso, há um custo adicional de R$ 31,1 bilhões ligado à insegurança e à ilegalidade no Estado do Rio. É o que chamamos, no estudo, de “Imposto do Medo”.

Mas o estudo “Custo Rio” não foi produzido para ser um destino, um fim. Ao transformar entraves difusos em métricas econômicas objetivas, a iniciativa contribui para qualificar o debate público e apoiar a construção de uma agenda de longo prazo para o desenvolvimento fluminense. Para ampliar a produtividade, a atratividade econômica do Estado, a capacidade de investimento das empresas e a geração de oportunidades.

Isto levou a uma escuta com 520 empresários de todo o Estado do Rio, que resultou na Agenda Estadual “Propostas Firjan para um Rio de Futuro”, que está sendo entregue aos candidatos ao governo do Estado. São 45 proposições para políticas públicas, em oito eixos: Segurança Pública, Energia, Infraestrutura, Sistema Tributário, Reformas Estruturantes, ESG, Fomento ao Negócio e Capital Humano.

A segurança foi apontada como o principal entrave ao desenvolvimento do Estado do Rio. E entre as propostas elaboradas a partir da escuta empresarial está a retomada de territórios – acompanhada de mecanismos de consolidação e expansão que garantam resultados duradouros.

E, como não se pode imaginar que os desafios sejam superados apenas com ações do governo estadual, produziu-se também uma Agenda Federal, com 50 propostas, destinada aos candidatos à presidência da República. A escuta com os empresários do estado do Rio, voltada para a Agenda Federal, resultou nos mesmos eixos da Agenda Estadual – também começando por segurança pública.

São contribuições para políticas públicas assertivas – de Estado, e não de governo – em direção ao desenvolvimento econômico e social sustentável. Beneficiando não apenas o setor produtivo, mas também a sociedade em geral.

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