Aegea vê aterros como "próxima onda" do saneamento e foca em novos projetos

À CNN, Radamés Casseb diz que empresa pretende ampliar presença em gestão de resíduos sólidos por meio de novos empreendimentos, e não com aquisições

Daniel Rittner, da CNN Brasil, Brasília
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A gestão de resíduos sólidos, transformando lixões em aterros sanitários, deverá constituir a "próxima onda" do saneamento básico e ter participação ativa da Aegea.

A afirmação é do CEO da companhia, Radamés Casseb, que vê um crescimento à base da disputa por novos projetos no segmento -- e não por meio de aquisições dos concorrentes.

"O foco [da Aegea] serão novos projetos. Vemos o setor consolidado e com players consolidados. Queremos estar aptos para as disputas", disse o executivo à CNN.

Uma das maiores empresas do país em abastecimento de água e tratamento de esgoto, a Aegea comprou a Ciclus Ambiental em agosto do ano passado, em uma operação avaliada em R$ 1,1 bilhão.

A Ciclus opera, desde 2011, o CTR Seropédica no Rio de Janeiro, uma das maiores centrais de tratamento de resíduos da América Latina, que processa 10 mil toneladas por dia e produz biogás para ser usado por indústrias como uma alternativa ao gás natural.Acreditamos muito que a próxima onda terá como slogan acabar com os lixões no Brasil. E a Aegea estará nela. A terceira onda será sobre drenagem.

A legislação brasileira estipulava o limite de 2014 para acabar com os lixões, mas o prazo foi sucessivamente prolongado. O último descumprimento foi em agosto de 2024.

De acordo com Radamés, existe uma sinergia operacional: a geração de energia nos aterros alimenta uma indústria eletrointensiva (gestão de água) e o tratamento de chorume é uma "capacidade intrínseca" de quem já lida com esgotamento sanitário.

"Acreditamos muito que a próxima onda [do saneamento] será acabar com os lixões do Brasil. E a Aegea está se preparando para estar nessa onda. E a terceira será sobre drenagem nas cidades", afirmou o executivo.