AngloGold defende entrada do ouro como mineral crítico em marco legal
Em entrevista ao Mapa da Mina, Luís Otávio de Lima, CEO da companhia, afirmou que ativo serve como "motor econômico" dentro da cadeia de minerais críticos

A AngloGold Ashanti defendeu a entrada do ouro como um mineral crítico no novo marco legal do setor, aprovado pela Câmara dos Deputados e que agora tramita no Senado.
Ao ser questionado durante entrevista ao programa Mapa da Mina, Luís Otávio de Lima, CEO da companhia, disse que o ouro complementa os minerais críticos e serve como um "motor econômico" financeiro para o país.
"Defendemos (...) quando a gente fala muito em minerais críticos, falamos no motor da infraestrutura, em descarbonização, de toda a parte de infraestrutura e tecnologia", afirmou.
O PL dos Minerais Críticos aprovado pela Câmara focou em "minerasi estratégicos" para a transição energética e teconologia, como lítio, cobalto, nióbio, grafite e terras raras. O ouro ficou de fora. Para o metal ser incluído, é preciso haver mudanças no projeto durante apreciação no Senado -- o que devem fazer com que o texto volte para a Casa Baixa.
Lima também disse que o Brasil ainda tem bastante território para ser explorado e destacou a operação subterrânea da companhia em Minas Gerais, que faz parte do quadrilátro ferrífero.
"Há muita oportunidade ainda a ser explorada nessa região. Temos as estratégias de exploração de curto, médio, e longo prazo, assim como na Argentina também, aonde a gente já atuamos. Vemos um potencial grande de conhecimento para o AngloGold na América Latina", afirmou.
Presente no Brasil há mais de 190 anos, a AngloGold Ashanti é a maior produtora de ouro do país e a terceira maior do mundo.
Em solo nacional, a mineradora atua com operações subterrâneas em três unidades, sengo Cuiabá (em Sabará/MG), Córrego do Sítio (em Santa Bárbara/MG) e Serra Grande (Crixás/GO).


