Após queixas de SP, União libera financiamento para obras de mobilidade
Contratos de empréstimos federais para o Trem Internacionais e para a ampliação da Linha 2-Verde devem ser assinados nesta quarta-feira (25)

Após queixas do governo de São Paulo sobre demora no financiamento da União a obras no estado, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) deve assinar nesta quarta-feira (25) dois contratos de empréstimo para o Trem Intercidades e para a ampliação da Linha 2-Verde do metrô.
O ato está previsto para ocorrer durante a inauguração da fábrica de trens da chinesa CRRC em Araraquara (SP), aproveitando as antigas instalações da Hyundai Rotem, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O crédito de R$ 2,4 bilhões do BNDES para a Linha 2-Verde havia sido aprovado em fevereiro do ano passado, mas o contrato ainda não foi assinado e os recursos não foram liberados até agora.
No caso do TIC, entre São Paulo e Campinas, trata-se de um financiamento no valor de R$ 3,2 bilhões. A licença de instalação do projeto está prestes a sair e as obras devem começar nos próximos dias.
Reservadamente, a equipe do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) suspeitava de interferência política na trava às operações e vinha reclamando de uma "espiral infinita" de pedidos de esclarecimentos e documentações adicionais.
O Ministério da Fazenda refutava a tese do Palácio do s Bandeirantes e apontava pendências formais, como a ausência de parecer jurídico e até da assinatura de Tarcísio em alguns documentos.
O BNDES sustenta que o estado de São Paulo é o ente público com maior volume de financiamentos aprovados pelo banco, com quase R$ 14 bilhões em operações destinadas a projetos estruturantes desde janeiro de 2023.
Além dos dois contratos que serão assinados nesta quarta, o governo paulista pleiteia ainda empréstimos para o túnel Santos-Guarujá, além de aval do Tesouro Nacional para créditos do Banco Mundial às linhas 2-Verde e 4-Amarela do metrô.
* Com informações de Daniel Rittner


