Custo dos insumos é o maior desafio da construção civil, diz CBIC

Segundo economista-chefe da entidade, construção responde por 20% dos novos empregos formais, mas enfrenta custos elevados e incertezas para novos investimentos

Da CNN Brasil*, em São Paulo
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A construção civil deve completar em 2026 o terceiro ano consecutivo de crescimento, mas ainda enfrenta desafios relevantes para manter o ritmo de expansão, afirmou Ieda Vasconcelos, economista-chefe da CBIC, durante evento do setor nesta quinta-feira (21).

Segundo ela, a alta taxa de juros é hoje um dos principais entraves para a construção, por encarecer o crédito e adiar decisões de investimento.

“Estamos em crescimento, mas o setor é prejudicado pela alta de juros. É o maior desafio e adia vários investimentos. É preciso uma previsibilidade de investimento para as coisas acontecerem”, afirmou.

Apesar do cenário, Ieda destacou o peso da construção civil no mercado de trabalho. De acordo com a economista, o setor foi responsável por 20% do total de novos empregos com carteira assinada gerados no país e emprega mais de 3 milhões de pessoas.

Ela também apontou que os custos seguem elevados desde a pandemia, quando houve desorganização das cadeias produtivas globais. Segundo Ieda, embora tenha havido uma estabilização posterior, os preços voltaram a subir com o aumento dos custos de insumos em meio à guerra.

A economista-chefe da CBIC ainda citou possíveis impactos da redução da escala 6x1. Segundo ela, a mudança poderia elevar os custos do setor em cerca de 10%, além de exigir novas contratações para manter o nível atual de atividade.

*sob supervisão