Especialistas apontam que avanços no varejo chinês podem fortalecer Brasil

Painel no 19º Congresso da Abrasce trouxe abordagens e exemplos da transformação do setor na China e como o Brasil pode se beneficiar dessas mudanças

Da CNN Brasil, em São Paulo
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Outrora conhecida como país das cópias e dos produtos baratos, a China mudou de patamar na última década para potência tecnológica da mais alta qualidade. A ascensão chinesa e os aprendizados que o país asiático pode trazer ao Brasil foram abordados durante o 19º Congresso da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) na quinta-feira (26).

O painel contou com apresentações de Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail, Fernando Penna, head da Tencent Cloud Brazil, e Guga Schifino, sócio-fundador da FFX.

Conforme anunciou Serrentino, “a China faz planos para serem cumpridos”. Logo, o salto tecnológico foi fruto de um plano de governo que apostou em tecnologia, infraestrutura e comportamento.

Serrentino também que o novo varejo chinês nasce dos ecossistemas. Diversas marcas chinesas fidelizaram os clientes cruzando dados e gostos dos consumidores, criando assim valor aos shoppings centers em que têm lojas.

Guga Schifino destacou três takeaways para os associados da Abrasce. Durante viagens à China, o especialista falou sobre estratégias possíveis com a ajuda tecnológica já utilizadas pelos shoppings de lá, como câmeras de segurança com mapa de calor que mostram o engajamento pela permanência dos clientes em frente às vitrines das lojas.

Dentro desse ecossistema, uma das principais empresas do mundo é a Tencent. Fernando Penna explicou como a companhia se tornou uma das 20 mais valiosas do mundo e cruzou fronteiras

No Brasil, a gigante chinesa atua principalmente em três frentes: games, computação em Nuvem (Cloud) e investimentos financeiros. Tencent possui participações ou é proprietária de mais de 800 empresas de jogos, como League of Legends, Fortnite, Assassin's Creed, Far Cry e Roblox. Na parte de investimentos financeiros em empresas de tecnologia, fez grandes aportes no Nubank

O painel foi encerrado com o fim das três apresentações, antecedidas por uma rodada de debates sobre a importância do mercado brasileiro entender a China, para que não fique para trás em inovação e produtividade.