Largo estuda dobrar produção de concentrado de metais na Bahia

Vendas recentes de concentrado de cobre, ouro, platina, paládio e prata geraram US$ 4,7 milhões e margem operacional acima de 90%; expansão ainda depende de estudos

Gabriel Garcia, da CNN Brasil, Brasília
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A mineradora Largo avalia dobrar a capacidade de produção de concentrado de cobre e metais preciosos em sua operação de Maracás, na Bahia, ao longo de 2027.

A iniciativa faz parte de uma estratégia de ampliar a participação de produtos de maior valor agregado no portfólio da companhia.

Em comunicado divulgado na última quarta-feira (23), a empresa informou que vendas recentes do concentrado geraram aproximadamente US$ 4,7 milhões em receita, com margem de lucro operacional superior a 90%. Segundo a Largo, o material é atualmente o produto de maior margem de suas operações.

O concentrado contém cobre, ouro, platina, paládio e prata, recuperados como subprodutos do processamento mineral. A companhia mantém a meta de produzir entre 300 e 380 toneladas mensais do material.

Diante dos resultados comerciais, a Largo está concluindo estudos internos de engenharia e processos para avaliar uma expansão que poderia aproximadamente dobrar sua capacidade produtiva em 2027. A empresa ainda não anunciou uma decisão definitiva de investimento nem informou o custo estimado da ampliação.

A mineradora destaca que dispõe de mais de 12 anos de rejeitos não magnéticos acumulados, contendo metais potencialmente recuperáveis. A operação de Maracás Menchen também possui recursos minerais com vida útil estimada em aproximadamente 30 anos.

Segundo a companhia, a ampliação da recuperação desses metais permitiria diversificar as receitas, reduzindo a exposição às oscilações do mercado de vanádio.

Vanádio de alta pureza

Além dos concentrados de metais, a Largo pretende aumentar a participação do vanádio de alta pureza em sua produção, com foco nos mercados de defesa, aeroespacial e de eletrólitos para baterias.

Um estudo de otimização indicou que esses produtos poderiam representar aproximadamente 68% da produção total de vanádio da companhia. No primeiro semestre de 2026, a participação foi de apenas 4%.

A Largo também informou que produziu e embarcou seu primeiro lote de pentóxido de vanádio de alta pureza para a Defense Logistics Agency, agência do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, e está concluindo a produção de um segundo carregamento.

Reestruturação da dívida

No campo financeiro, a mineradora anunciou a assinatura de um acordo definitivo de reestruturação de dívida com o Banco do Brasil, seu maior credor bancário comercial.

Somado ao acordo anteriormente firmado com a Caixa Econômica Federal, o entendimento representa aproximadamente 48% dos US$ 82 milhões em dívida sênior da companhia com bancos comerciais.

A Largo segue negociando com os demais credores brasileiros para concluir a reestruturação.