Light anuncia captação de R$ 1,2 bi para aumento de capital

Aporte chega em fase final para saída de recuperação judicial da empresa; ao todo, 197.239.565 ações foram subscritas

Rafael Villarroel, da CNN Brasil, São Paulo
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A distribuidora de energia Light anunciou nesta segunda-feira (22) uma captação de R$ 1,24 bilhões de reais para o aumento de capital da companhia.

O movimento chega na última fase necessária para a saída de recuperação judicial da empresa.

Segundo comunicado da companhia, ao todo foram subscritas 197.239.565 ações, com preço de emissão foi de R$ 6,29 cada.

Ainda segundo a Light, como o aumento previa a emissão máxima de 238.473.768 ações, sobraram 41.234.203 ações que ainda poderão ser adquiridas pelos investidores elegíveis.

Como mostrou a CNN, a empresa teve, em maio, a com concessão renovada por mais 30 anos e previa um prevê um aporte de até R$ 3,7 bilhões no capital no prazo de 90 dias, além da saída do processo de recuperação judicial ao longo do segundo semestre.

Depois disso, a perspectiva é voltar ao mercado para operações de crédito ainda em 2026, inclusive com a possibilidade de emissão de debêntures, disse o CEO da companhia, Alexandre Nogueira, em entrevista.

O pedido de recuperação judicial já passa de três anos e ganhou uma porta de saída justamente com a prorrogação do contrato no Rio de Janeiro, onde ela atende 31 municípios e mais de quatro milhões de unidades consumidoras.

O plano da RJ já tinha como premissa um aumento de capital -- entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão -- por parte de seus acionistas de referência, incluindo o empresário Ronaldo César Coelho e Carlos Alberto Sucupira, e a conversão de R$ 2,2 bilhões de dívida da empresa em equity (participação acionária) no prazo de três meses após a renovação contratual.

"Esses serão os dois últimos atos do processo. Uma vez finalizados, pedimos para o juiz a retirada da RJ. Nossa expectativa, portanto, é sair no segundo semestre", afirmou Nogueira.

A volta ao mercado de crédito é considerada essencial para fazer frente aos investimentos de R$ 10 bilhões, até 2030, exigidos no novo contrato de concessão.