Lufthansa está negociando para comprar os 50,1% restantes da TAP, diz CFO

Companhia alemã venceu processo de privatização da aérea lusitana e adquiriu 44,9% da empresa

Rafael Villarroel, da CNN Brasil, São Paulo

A Lufthansa afirmou nesta quinta-feira (15) que está negociando possibilidade de adquirir ​no futuro os 50,1% restantes da participação majoritária da TAP Air Portugal.

A informação foi dada pelo CFO da companhia alemã, Till Streichert, que venceu o Grupo Air France/KLM e arrematou 44,9% da TAP, após oferecer 1,2 bilhão de euros. O restante da empresa seguirá sob o controle do governo até o momento.

Com a compra, a Lufthansa se comprometeu a aumentar a frota dos hoje 106 aviões para 117 em 2035 e para 130 aeronaves após a conclusão do novo aeroporto de Lisboa, incluindo a transferência de oito Airbus A350-900 da alemã para a TAP após 2030.

Segundo o executivo, o governo português poderia se tornar acionista da ⁠Lufthansa com ​uma participação de até 5%.

Além disso, a frota da Portugália, companhia aérea regional da TAP, também será modernizada, e o hub principal da companhia deve ser mantido em Lisboa, no Aeroporto Humberto Delgado.

Em uma proposta alternativa, a empresa avaliou a TAP em 2,5 bilhões em euros, incorporando um prémio de controle de cerca de 150 milhões de euros.

Ao todo, o Grupo Lufthansa reúne as aéreas Swiss, ITA Airways, Austrian Airlines, Brussels Airlines e Eurowings, possuindo hubs em Frankfurt, Munique, Zurique, Viena, Bruxelas e Roma.

O negócio deve ser assinado até ao final deste ano, ficando pendentes as aprovações dos órgãos reguladores e da Comissão Europeia.

Segundo o presidente-executivo da Lufthansa, Carsten Spohr, o negócio é “uma combinação perfeita” para o ‌grupo.

Para a Lufthansa, o valor da companhia portuguesa está sobretudo nas operações para a América Latina, incluindo as rotas para o Brasil.

Com a compra, a companhia passará de uma cota de passageiros atual de 9% para uma cota de 20% após a integração.

Ainda segundo Spohr, a transação mais fácil de ser aprovada ​pela União Europeia do que a da italiana ​ITA, cuja reestruturação ainda está em andamento, já que há menos sobreposição de negócios com a Lufthansa.

Com informações da CNN Portugal e da Reuters*