Mesmo após queda, rodovias federais têm quase 200 acidentes por dia

No ano passado, segundo a PRF, foram registrados 72 mil sinistros e mais de 6 mil mortes nas estradas, mil a menos do que em 2024

Rafael Villarroel, da CNN Brasil, São Paulo
Compartilhar matéria

Um balanço recente mostrou que, mesmo com a queda no número dos acidentes, a situação das rodovias federais evidencia a dimensão persistente dos acidentes no Brasil.

Em 2025, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal, foram registrados 72 mil sinistros e mais de 6 mil mortes nas estradas brasileiras.

Um ano antes, em 2024, foram 73 mil sinistros, que, contudo, não altera o problema estrutural.

Ano

Sinistros de trânsito

Mortes

Feridos

2024

73.201

6.163

84.587

2025

72.483

6.044

83.483

Fonte: PRF

Na prática, o Brasil ainda convive com uma média diária de quase 200 acidentes e mais de 16 mortes apenas em rodovias federais.

O volume elevado, combinado à gravidade dos casos e à dispersão geográfica das ocorrências, mantém pressão constante sobre os sistemas de resposta emergencial.

Em cenários assim, o tempo entre o acidente e o primeiro atendimento qualificado se torna um fator decisivo, especialmente nos trechos onde o acesso é limitado e a infraestrutura nem sempre acompanha a complexidade das operações.

Diante do problema, o grupo Med+, referência em emergências aeroportuárias e rodoviárias, atua diretamente em operações críticas nas estradas brasileiras, com presença em 14 rodovias.

A companhia, que atende mais de 56 milhões de pessoas e está presente em 54 aeroportos e 14 rodovias, opera em contextos onde a previsibilidade é limitada e a tomada de decisão precisa ser imediata.

Segundo a CEO da companhia, Bruna Reis, através da telemedicina, é possivel se ter "um avanço significativo que permite oferecer cuidados médicos imediatos em locais de difícil acesso".

Podendo assim, reduzir o tempo entre o acidente e o primeiro atendimento qualificado, impactando diretamente nas chances de sobrevivência.

"A telemedicina é um avanço significativo que permite oferecer cuidados médicos imediatos em locais de difícil acesso. Com nossa expertise, conseguimos reduzir o tempo entre o acidente e o primeiro atendimento qualificado, o que impacta diretamente nas chances de sobrevivência", afirma Bruna Reis, CEO do Grupo Med+.

Ao incorporar tecnologia ao atendimento em campo, a companhia amplia a capacidade de triagem, orientação clínica e tomada de decisão ainda no local da ocorrência, reduzindo gargalos e aumentando a eficiência em cenários onde cada minuto altera desfechos.

Ainda segundo dados da PRF, entre os estados que registraram os maiores acumulados estão Minas Gerais, com 9.559 sinistros; Santa Catarina, com 8.184; e o Paraná, com 7.619. As três unidades da federação também ocupam a mesma colocação nacional quanto a feridos.

Já entre os estados com mais mortes, ainda se mantêm Minas Gerais e Paraná, com a Bahia em terceiro lugar.