Mobilidade elétrica pede modernização da rede no Brasil, dizem executivos

Painel sobre estabilidade e resiliência da infraestrutura de energia reuniu representantes da Cemig SIM, BYD e o deputado Arnaldo Jardim

Rafaela Panessa, da CNN Brasil
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A necessidade de adaptar a infraestrutura elétrica ao avanço da mobilidade elétrica e às transformações da matriz energética foi tema do segundo painel do CNN Talks 2026, realizado nesta quarta-feira (1).

O debate reuniu Yuri Mendonça, CEO da Cemig SIM, Pablo Toledo, diretor de branding e comunicação da BYD, e o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP).

"O avanço da frota de veículos elétricos e híbridos traz para o centro da discussão a necessidade de baterias e de soluções para evitar sobrecarga da rede elétrica”, explica Toledo, ao destacar o desempenho comercial do Dolphin Mini, da BYD, que foi o carro mais vendido no varejo brasileiro em fevereiro e março deste ano.

De acordo com Toledo, a sobrecarga já é um desafio observado em outros países, como os Estados Unidos.

Na mesma linha, Mendonça afirmou que, como provedora de energia por assinatura, a Cemig SIM entende a importância de participar desse processo de expansão da mobilidade elétrica, diante das novas demandas que ele impõe à rede e ao consumo de energia.

Em uma perspectiva mais ampla, Arnaldo Jardim reforçou que novas premissas tecnológicas, diferentes formas de produção e alternativas de fontes de energia têm alterado o funcionamento do sistema elétrico.

Segundo ele, o país precisa fortalecer suas agências reguladoras e avançar em respostas para o curtailment, além de enfrentar os desafios da abertura do mercado livre de energia, o que exigirá nova sistemática de preços e contratos.