Motiva prevê investimentos de R$ 8,2 bi em 2026 e redução da alavancagem
Miguel Setas disse acreditar que venda de aeroportos à mexicana Asur deve ter análise concluída pelos órgãos reguladores até o fim do primeiro semestre
A Motiva (ex-CCR) pretende investir R$ 8,2 bilhões ao longo de 2026 em suas concessões de rodovias e mobilidade urbana, disse o CEO do grupo, Miguel Setas, em entrevista à CNN.
De acordo com o executivo, esse patamar coloca a empresa como maior investidora do país em infraestrutura de transportes e uma das dez maiores do Brasil, independentemente do setor.
A Motiva tem uma série de concessões novas ou repactuadas que exigem um elevado nível de capex, como a Fernão Dias (São Paulo-Horizonte), a BR-163 no Mato Grosso do Sul, a Rota Sorocabana (SP) e o Lote 3 de Rodovias do Paraná.
Além disso, algumas operações na área de mobilidade urbana passam por expansão da rede existente, como é o caso das linhas 4-Amarela e 5-Lilás do metrô de São Paulo.
Na entrevista ao Conexão Infra, Setas disse acreditar que os órgãos reguladores devem concluir até o fim deste semestre o processo de aprovação da venda de 20 aeroportos -- 17 dos quais no Brasil -- da Motiva à mexicana Asur, em negócio anunciado em novembro do ano passado.
Com essa transferência, a alavancagem consolidada do grupo cairá de 3,5 vezes para menos de 3,0 vezes, ampliando sua capacidade financeira para fazer frente ao pipeline de R$ 160 bilhões em oportunidades mapeadas nos próximos anos para concessões rodoviárias, de trens e metrôs no Brasil.
