PPPs de infraestrutura social aceleram e vivem melhor ciclo, aponta estudo

Ciclo atual (2023-2026) já soma seis contratos assinados contra apenas um entre 2019-2022; expectativa é que número ultrapasse os 15

Rafael Villarroel, da CNN Brasil, em São Paulo
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As parcerias público-privadas (PPPs) voltadas à infraestrutura social vivem um momento de expansão no país e devem marcar o atual ciclo de investimentos dos estados, segundo apontou um levantamento da Radar PPP.

Voltado ao 2º trimestre deste ano, o estudo mostrou que há um crescimento expressivo no número de contratos assinados e um pipeline robusto nos projetos em áreas como educação, saúde, sistema prisional e centros administrativos.

Do volume total de iniciativas no ciclo 2023-2026, seis contratos são de infraestrutura social contra apenas um firmado no anterior (2019-2022). A expextativa é de que esse número só aumente e chegue a mais de 15 projetos.

Em relação aos contratos assinados, São Paulo (17), Paraná (11) e Minas Gerais (9) lideram o maior número de assinaturas.

 

 

"Esse ciclo vai ficar marcado pelo início real da revolução das PPPs de infraestrutura social (...) o momento não é só da infraestrutura, o momento é da participação privada em infraestrutura", afirmou o sócio-fundador da Radar PPP, Guilherme Naves, em entrevista à CNN.

Entre os exemplos no setor estão a PPP das unidades educacionais na rede pública de ensino em Minas Gerais e as PPPs de hospitais regionais no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso do Sul e de escolas de tempo integral no Paraná, que teve o contrato assinado pelo governo estadual na última semana pela CS Infra, empresa de concessões a longo prazo da Simpar.

Ao todo, 62 projetos atingiram o estágio de consulta pública desde 2023, sendo os segmentos de Cultura, Lazer e Comércio (10 iniciativas), Mobilidade (10) e Meio Ambiente (8) os mais beneficiados. Outros 49, que foram iniciados antes de 2023, também estão sob consulta.

Para a entidade, o movimento reforça que os governos estaduais têm dado continuidade às concessões e PPPs, mesmo durante a transição de governos.

Além da infraestrutura social, as rodovias e o setor de saneamento lideram a agenda de PPPs.

Do volume total de investimentos, 46,5% corresponde às rodovias, que tiveram o melhor desempenho histórico, sendo impulsionado por novas concessões e modelos operacionais. O saneamento vem logo atrás, marcando 28,5%, que segue em alta após o Marco Legal, além de concessões estaduais que agitam o setor.

Ainda segundo a empresa, os dados mais recentes sugerem a continuidade e, em alguns casos, a intensificação do movimento, com os estados desenvolvendo carteiras de investimentos mais robustas, além de assumir papel central na promoção da infraestrutura junto aos municípios.