Universalização do saneamento é pagar dívida histórica, diz CEO da Sabesp

Marco Legal do Saneamento Básico estabeleceu que país deve garantir que 99% da população tenha acesso à água potável e 90% à coleta e ao tratamento de esgoto

João Nakamura e Gabriel Monteiro, da CNN Brasil, em São Paulo
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Carlos Piani, presidente da Sabesp, reafirmou nesta terça-feira (15) que a universalização do saneamento é a "grande prioridade" da empresa.

Segundo o executivo, garantir o acesso aos serviços básicos à população é "pagar uma dívida histórica com aquele que ficou desassistido".

"Essas pessoas são as mais vulneráveis em geral e as pessoas da área rural", pontuou.

As falas ocorreram durante o CNN Talks Infra Saneamento: A segunda metade do caminho até 2033, realizado nesta terça, em São Paulo, que reuniu autoridades, empresários e especialistas.

Aprovado em 2020, o Marco Legal do Saneamento Básico estabeleceu que o país deve atingir até 2033 a universalização dos serviços, garantindo que 99% da população tenha acesso à água potável e 90% à coleta e ao tratamento de esgoto.

"O desafio é transformar capital em obra e prestação de serviço. Não é só ter o recurso disponível, é colocar toda a cadeia para funcionar, desde a concessionária, seus fornecedores, regulador, a Prefeitura com as autorizações, os órgãos ambientais e os fabricantes", disse.

"É um processo bastante complexo que requer planejamento detalhado, a rotina de acompanhamento para que possa alcançar a tão almejada, não só a universalização, mas a segurança hídrica nos próximos anos".

"São Paulo tem uma questão crônica de desbalanço entre a oferta e a demanda de água. A região metropolitana, principalmente aqui de São Paulo, cresceu na frente da infraestrutura e temos um plano de fechar essa lacuna e ter a infraestrutura necessária para o consumo percato aqui da região", concluiu.

O CNN Talks Infra Saneamento: A segunda metade do caminho até 2033 teve como ponto de partida um dado preocupante: no ritmo atual, o país só alcançaria a universalização do saneamento em 2070 — 37 anos após o prazo estabelecido pela própria legislação, que prevê a meta para 2033.