Usiminas lucra R$ 428 milhões no segundo trimestre e triplica resultado
Siderúrgica registra alta de 236% no lucro líquido frente ao segundo trimestre de 2025

A Usiminas registrou lucro líquido de R$ 428 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 236% em relação aos R$ 128 milhões apurados no mesmo período do ano passado. Segundo dados do balanço, o desempenho foi sustentado pela melhora operacional da siderúrgica.
O Ebitda (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ajustado consolidado somou R$ 761 milhões entre abril e junho, crescimento de 86% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a margem Ebitda avançou de 6,2% para 12,4%.
Por outro lado, a receita líquida recuou 7% na comparação anual, para R$ 6,13 bilhões. Apesar da queda, a companhia conseguiu ampliar a rentabilidade. O lucro operacional atingiu R$ 580 milhões, mais de quatro vezes acima do registrado um ano antes, enquanto a margem operacional passou de 2% para 9%.
Na mensagem ao mercado, a empresa voltou a repetir que a indústria segue enfrentando desafios decorrentes do elevado volume de importações diretas de aço quanto da crescente entrada de produtos manufaturados importados com conteúdo de aço (importação indireta”.
“Esse movimento, observado especialmente em segmentos como máquinas e equipamentos, veículos, autopeças e produtos metálicos, amplia a pressão competitiva ao longo de toda a cadeia produtiva, uma vez que parte da demanda doméstica passa a ser atendida por bens fabricados no exterior”, diz a companhia.
Na divisão de siderurgia, o Ebitda ajustado alcançou R$ 688 milhões, alta de 26% sobre o primeiro trimestre, impulsionado principalmente por melhores preços praticados no mercado interno, ganhos de eficiência operacional e maior valor agregado do mix de produtos. A margem Ebitda da unidade subiu para 13%.
Já a mineração apresentou desempenho mais fraco. O Ebitda ajustado da unidade caiu 36% em relação ao trimestre anterior, para R$ 71 milhões, pressionado pela queda das cotações internacionais do minério de ferro e pela valorização do real frente ao dólar, apesar do aumento de 27% nas vendas de minério na comparação trimestral.
No consolidado, as vendas de aço totalizaram 989 mil toneladas, queda de 8% em relação ao segundo trimestre de 2025, enquanto as vendas de minério de ferro permaneceram praticamente estáveis em 2,47 milhões de toneladas.
Para o terceiro trimestre, a administração espera estabilidade nos resultados operacionais da siderurgia, desconsiderando efeitos extraordinários do trimestre anterior, com aumento das vendas de aço no mercado interno e reajustes de preços para clientes industriais. Em contrapartida, projeta queda nos resultados da mineração, diante da expectativa de menores volumes vendidos e da manutenção de custos elevados de frete marítimo.