Vale estima até 50 milhões de toneladas de minério de ferro em Carajás

Empresa vê potencial na exploração do chamado bloco C, na região de Carajás, no Pará

da Reuters
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A Vale vê potencial para ​expandir a capacidade de produção ​de minério de ferro em até 50 milhões de toneladas por ano, caso consiga avançar com a exploração do chamado bloco C, na região de Carajás, no Pará, disse o presidente da ⁠companhia, Gustavo Pimenta, ​nesta terça-feira.

Mas ele defendeu que sejam ​realizadas reformas regulatórias para que o projeto possa ⁠deslanchar.

Ao participar do congresso ⁠de mineração Exposibram, o executivo disse ​que ‌há dificuldades para desenvolver novos megaprojetos no Brasil ⁠e voltou a defender medidas governamentais, como a publicação de um decreto já prometido pelo governo que ‌trata ⁠de cavidades ‌naturais, que reduziria margens de interpretação e poderia agilizar licenciamentos.

"No minério de ferro, a gente tem ⁠várias oportunidades. Talvez uma ⁠das grandes seja o corpo C de Serra Sul. Em ‌Serra Sul, a gente hoje desenvolve o S11D, mas você tem o C, o B e o A. Então, avançar naquele corpo minerário ‌que tem muito potencial poderia gerar um grande projeto de mineração, a gente vem discutindo ⁠isso", disse Pimenta, a jornalistas.

"A modernização (com o decreto de cavidades) é importante para isso. A gente ​ainda não tem o capex fechado (para o bloco ​C), mas é um projeto relevante de 40 milhões a 50 milhões de toneladas potencialmente."

*Reportagem de Marta Nogueira; edição de ‌Roberto Samora