Viridis eleva recuperação de terras raras acima do previsto no Colossus
Planta de demonstração registrou recuperação média de 78,8% dos óxidos magnéticos e de 64% dos óxidos totais; resultados serão incorporados ao estudo definitivo do projeto

A Viridis Mining and Minerals registrou taxas de recuperação de terras raras acima das previstas no estudo de pré-viabilidade do projeto Colossus, durante a operação contínua de sua planta de demonstração.
Em julho, a unidade alcançou recuperação média de 78,8% dos óxidos de terras raras magnéticas, ante os 76% considerados no estudo anterior. Para os óxidos totais de terras raras, a recuperação chegou a 64%, acima da premissa de 57%.
Os resultados serão incorporados ao DFS, o estudo definitivo de viabilidade do projeto, cuja conclusão está prevista para agosto. Segundo a companhia, a melhora pode elevar a produção obtida a partir da mesma quantidade de minério e, consequentemente, melhorar os indicadores econômicos do Colossus.
A Viridis, no entanto, ainda não informou qual será o impacto sobre os investimentos, custos operacionais, produção anual, taxa de retorno ou valor presente líquido do projeto. Esses números deverão aparecer na atualização do estudo.
Os óxidos magnéticos, chamados de MREO, incluem neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, elementos utilizados principalmente na fabricação de ímãs permanentes para veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos.
A companhia informou que a mediana da recuperação desses elementos superou 80% em julho, embora a média mensal tenha ficado em 78,8%. O melhor resultado registrado no período foi de 80,9%.
A planta de demonstração foi projetada para processar 100 quilos de argila por hora e reproduz a rota prevista para a futura operação comercial. A unidade funcionou de forma automatizada e contínua durante 24 horas por dia, com circuitos de reciclagem de água e reagentes.
Além dos índices de recuperação, a empresa testou a filtragem do produto e dos resíduos, a recirculação de água, a recuperação de sulfato de amônio e equipamentos previstos para a planta comercial. Os resultados deverão ajudar a definir premissas de investimento e de custos operacionais.
A Viridis também produziu amostras de carbonato misto de terras raras, o MREC, que foram enviadas à unidade da Solvay em La Rochelle, na França. O material será analisado no processo de qualificação do produto pela potencial compradora.
A empresa afirmou ainda que a planta recebeu engenheiros independentes que atuam na diligência técnica do financiamento do projeto. Licenciamento, negociações comerciais, estruturação financeira e o estudo definitivo avançam paralelamente, segundo o comunicado.
A decisão final de investimento é esperada pela companhia para os próximos meses.


