Voos comerciais poderão operar em aeroportos privados para aliviar gargalos

Governo prevê ampliar o uso de terminais privados em estados com infraestrutura aeroportuária saturada, como São Paulo

Jenifer Ribeiro, da CNN Brasil
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A saturação da infraestrutura aeroportuária em São Paulo deverá ser enfrentada com a ampliação do uso de aeroportos privados para voos comerciais, segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

Durante o lançamento do PNL 2050 (Plano Nacional de Logística), nesta quarta-feira (12), o ministro afirmou que a concentração de passageiros pressiona aeroportos como Congonhas, Guarulhos, Viracopos e Campo de Marte e que o novo plano dá encaminhamento "permitindo voos comerciais em aeroportos privados em estados que estão engargalados”.

Embora a proposta não se limite a São Paulo, no plano logístico essa foi a única região a identificar esses gargalos.

Porém, de acordo com o plano, a possibilidade de utilização de aeroportos privados para operações comerciais poderá ser considerada em outros estados que apresentem gargalos de capacidade no futuro.

A medida, ainda em construção, busca aproveitar estruturas já existentes e ampliar a oferta de infraestrutura para atender ao crescimento da demanda.

O documento também aponta um problema de acesso à infraestrutura aeroportuária no país. Em média, os municípios brasileiros estão a 329 quilômetros de aeródromos de maior porte, segundo o PNL 2050. A distância reforça, na avaliação do governo, a necessidade de ampliar a rede e melhorar a distribuição territorial da infraestrutura aérea.