Harvey Weinstein é condenado a 23 anos de prisão por crimes sexuais


Da CNN Brasil, em São Paulo
11 de março de 2020 às 13:35 | Atualizado 11 de março de 2020 às 22:04
Harvey Weinstein chega ao tribunal para ouvir sentença

Harvey Weinstein chega ao tribunal para ouvir sentença (11.mar.2020)

Foto: Carlo Allegri/Reuters

O magnata do cinema Harvey Weinstein, de 67 anos, foi condenado nesta quarta-feira (11) pela Justiça americana a 23 anos de prisão por abuso sexual contra uma mulher e estupro de outra, ambas ligadas à indústria cinematográfica.

Em 24 de fevereiro, o ex-executivo de Hollywood já havia sido considerado culpado pela agressão sexual contra a ex-assistente de produção Mimi Haleyi e o estupro da ex-aspirante a atriz Jessica Mann. Pelos crimes, Weinstein poderia ter sido condenado a até 29 anos de prisão.

O júri absolveu Weinstein de outras acusações de estupro e duas de abuso sexual, que poderiam levá-lo à prisão perpétua.

As acusações contra o ex-produtor se tornaram símbolos do movimento #MeToo, em que tanto anônimas e celebridades denunciaram seus abusadores nas redes sociais. Entre as figuras célebres que se manifestaram, estão Uma Thurman e Ashley Judd — duas das mais de cem mulheres que acusaram Weinstein de assédio.

Na corte, Weinstein disse que simpatizava com os homens acusados na era do #MeToo. Ele se disse preocupado pelos "milhares de homens" e comparou sua situação à época em que pessoas tiveram suas carreiras destruídas por acusações de serem comunistas.

O produtor chegou ao tribunal algemado e em uma cadeira de rodas. A sentença foi dada na presença de seis das mulheres que testemunharam contra ele.

Weinstein foi levado à penitenciária de Rikers Island, em Nova York, após a sentença. Horas depois, foi levado a um hospital em Manhattan com "dores no peito e problemas cardíacos crônicos".