Ataque aéreo mata ao menos 33 soldados turcos na Síria


14 de março de 2020 às 15:52

Pelo menos 33 soldados turcos foram mortos na província de Idlib, na Síria, em um ataque aéreo das forças do regime sírio, na noite dessa quinta-feira, 27. Outros  35 soldados ficaram feridos no ataque e foram levados para hospitais na Turquia. As informações foram confirmadas pelo governador Rahmi Dogan, da província de Hatay, na Túrquia.

O diretor de comunicações turco, Fahrettin Altun, declarou, após uma reunião de segurança realizada no palácio presidencial que o país vai reagir e "vingar nossos soldados heroicos martirizados nesse nefasto ataque". 

Soldados turcos estão na última área controlada pelos rebeldes na Síria como par

Soldados turcos estão na última área controlada pelos rebeldes na Síria como parte de um acordo de retirada de escala de 2018 entre Ancara e Moscou

Crédito: Google/ CNN International

O governo sírio não comentou a acusação turca. O Ministério da Defesa russo negou que sua força aérea tenha realizado ataques na área de Idlib, onde os soldados turcos estavam localizados. O governo russo alega que as forças turcas estavam "perto das áreas onde os grupos terroristas estavam situados" e depois "foram atacadas pelas forças sírias".

Os soldados turcos estão na última área controlada pelos rebeldes na Síria como parte de um acordo de retirada em escala, de 2018, entre Ancara e Moscou. O governo sírio, apoiado pela Rússia, organizou uma campanha aérea agressiva contra rebeldes em Idlib nas últimas semanas.

Segundo a Organizações das Nações Unidas (ONU), milhares de pessoas fugiram do território controlado pela oposição na Síria nos últimos dois meses, após uma ofensiva terrestre promovida pelo regime sírio e seus apoiadores russos. Cerca de 700 mil são mulheres e crianças segundo a ONU.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou que a situação é preocupante. "Estamos em contato com as autoridades turcas para confirmar esses ataques e ter mais clareza sobre a situação atual", disse o comunicado. "Apoiamos nosso aliado da Otan na Turquia e continuamos a pedir o fim imediato dessa ofensiva desprezível pelo regime de Assad, pela Rússia e pelas forças apoiadas pelo Irã", conclui a nota.