Trump fala em 'reabrir' EUA em 15 dias para diminuir impacto sobre economia


Da CNN, em São Paulo
23 de março de 2020 às 20:10
O presidente Donald Trump, durante conferência de imprensa nesta segunda-feira (

O presidente Donald Trump, durante conferência de imprensa nesta segunda-feira (23)

Foto: Jonathan Ernst/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que estuda dar passos atrás na política de isolamento social no país após o período já adotado, de 15 dias. Segundo Trump, o objetivo é impedir que "cura seja pior do que o problema em si".

"Nós não vamos deixar que a cura seja pior do que o problema. No final do período de 15 dias, nós vamos tomar a decisão sobre qual caminho nós queremos seguir", afirmou, durante coletiva ao lado da força-tarefa dos EUA contra o novo coronavírus. Ele disse esperar que o país esteja em breve "aberto para negócios".

"Essencialmente, nós estamos falando sobre o momento da abertura do nosso país, porque ele está basicamente fechado no esforço de nos livrarmos desse inimigo invisível", disse o presidente americano. Trump afirmou que buscará um acordo com os democratas para reavivar seu pacote trilionário de estímulos à economia americana, que foi rejeitado pelo Senado. 

Acúmulo proibido

Trump afirmou que a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema, na sigla em inglês) está distribuindo 8 milhões de máscaras e equipamentos de proteção pessoal para profissionais de saúde. 

Os Estados Unidos também passarão a ter, de acordo com o chefe da Casa Branca, uma determinação que proíba o "acúmulo de equipamento médico vital e insumos, como álcool gel, máscaras e equipamento de proteção pessoal". As medidas vão ser decorrentes da classificação legal desses produtos como "escassos".

Mudança de tom

Depois de alguns dias de críticas diretas e indiretas à China, chamando o novo coronavírus de "vírus chinês", Trump mudou o discurso nesta segunda. 

"É muito importante que nós protejamos a comunidade asiática nos Estados Unidos e ao redor do mundo. Eles são pessoas maravilhosas e a disseminação do vírus não é culpa deles, de nenhum jeito. Eles estão trabalhando próximos a nós para nos livrarmos disso. Nós vamos prevalecer juntos, isso é muito importante", disse.