Trump diz que OMS está 'centrada na China' e cogita reduzir repasses à entidade


Marcelo Favalli Da CNN, em Nova York*
07 de abril de 2020 às 23:35
O presidente Donald Trump, durante conferência de imprensa nesta segunda-feira (

O presidente Donald Trump, durante conferência de imprensa (23.mar.2020)

Foto: Jonathan Ernst/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que vai estudar a possibilidade de reduzir os repasses anuais que o país faz para a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A fala veio em reação à decisão da OMS de recomendar que países estrangeiros reabram as fronteiras aéreas com a China que estão fechadas. O presidente americano disse que a OMS está "centrada na China".

Em sua fala diária a respeito da pandemia do novo coronavírus, Donald Trump disse que a organização recebe "vastas quantias de dinheiro dos Estados Unidos" que ele gostaria de examinar. Em pauta, uma ajuda adicional de cerca de US$ 58 milhões (R$ 302,8 milhões) que o governo americano dá à OMS, para financiar projetos especiais.

Leia também: 

CDC dos EUA tira orientações sobre cloroquina e hidroxicloroquina de seu site

O presidente não citou a mensalidade anual que os EUA dão como membro da organização, que corresponde à US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões). Este valor significa em torno de 20% do orçamento anual da entidade. 

O republicano fez coro às declarações de conservadores locais que criticam a entidade por se basear nos dados informados pelo regime chinês sobre a COVID-19, que consideram falhos. O senador Marco Rubio, um dos principais nomes do partido do presidente, pediu a renúncia do diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, sob a alegação de que ele "permitiu que Pequim usasse a OMS para enganar a comunidade global".

Pacote de auxílio

O governo americano está cogitando ampliar o pacote de auxílio para reduzir os impactos da pandemia sobre a economia americana. O conjunto de medidas já é de US$ 2,2 trilhões (R$ 11,4 trilhões), o maior da história americana, e deve ganhar mais US$ 250 bilhões (R$ 1,3 trilhão).

A verba adicional financiaria pequenos empresários que aceitassem não demitir seus empregados. As pequenas empresas representam quase a metade dos empregos nos Estados Unidos. A medida passa a ser ventilada diante do temor de que os número do desemprego no país, que sairão nesta semana, retratem um volume severo de fechamento de vagas.