Wuhan revisa números e inclui em balanço 1.290 que não haviam sido registradas

Segundo autoridades, óbitos não haviam sido contabilizados por sobrecarga do sistema de saúde, além de casos de pessoas mortas em suas casas sem ir a hospitais

Da CNN, em São Paulo
17 de abril de 2020 às 02:22 | Atualizado 17 de abril de 2020 às 06:56
Equipe médica atua em hospital de Wuhan, China, primeiro epicentro do surto do novo coronavírus
Foto: China Daily via REUTERS-16/02/2020

Primeiro epicentro do novo coronavírus (COVID-19), a cidade chinesa de Wuhan anunciou, nesta sexta-feira (17) uma revisão no total de vítimas pela doença. O município acrescentou 1.290 óbitos dos últimos meses que não haviam sido contabilizados, além de outros 325 casos que não haviam sido registrados no primeiro balanço. 

Com a atualização, o total de mortes na cidade, desde o início dos registros, foi a 3.869. Considerando toda a China, o número de óbitos avançou para 4.632. 

Segundo o Centro de Controle de Epidemias de Wuhan, as mortes não haviam sido contabilizadas, anteriormente, por causa da sobrecarga do sistema de saúde local, que ainda não havia sido capaz de analisar todos os casos ocorridos durante o pico da doença.

O órgão também relatou casos de pessoas que morreram em casa, sem dar entrada em hospitais, e cujos casos foram conhecidos apenas agora. 

No último dia 8, Wuhan foi reaberta após mais de 70 dias de restrições de viagens a seus cidadãos. A cidade conseguiu reduzir drasticamente as ocorrências de contaminações locais e, atualmente, o maior temor de autoridades se concentra nos casos de pessoas que chegam à China infectadas após viagens para o exterior.