Na Itália, número de pacientes na UTI alcança número mais baixo desde março


Da CNN, em São Paulo
11 de maio de 2020 às 14:19
Médico acompanha paciente internado na UTI por COVID-19 em hospital de Bréscia

Médico acompanha paciente internado na UTI por COVID-19 em hospital de Bréscia, na Itália

Foto: Luca Bruno/AP (16.mar.2020)

Nesta segunda-feira (11), a Itália registrou dois recordes positivos no controle da pandemia do novo coronavírus. 

O número de novos casos confirmados da doença caiu para 744, em comparação com os 802 registrados no domingo (10). Já o número de pacientes em cuidado intensivo caiu para 999 nesta segunda, enquanto 1.027 pessoas estavam internadas na UTI no último boletim divulgado. 

As novidades mostram que as medidas de distanciamento social do país europeu, segundo com maior número de mortes pela COVID-19 no continente, estão ajudando a reduzir o tamanho da crise. 

Ainda segundo dados da Agência de Proteção Civil italiana, publicados pela Reuters, das pessoas infectadas 106.587 estão recuperadas, contra 105.186 no domingo. 

O número de casos confirmados também caiu nas últimas 24 horas, de 802 para 744, o número mais baixo desde o dia 4 de março, ainda no início da pandemia. 

Apesar dos dados positivos, o número de óbitos causados pelo vírus na Itália aumentou nesta segunda-feira, de 165 no boletim de ontem para 179 na divulgação de hoje. 

O número total de mortes desde o primeiro caso divulgado, em 21 de fevereiro, é de 30.739, segundo a agência do governo italiano. 

A informação, que coloca a Itália em terceiro lugar no ranking dos países com mais óbitos, atrás apenas de Estados Unidos e Reino Unido, supera os 30.560 falecimentos informados pela Universidade Johns Hopkins até a tarde desta segunda. 

Já são 219.814 casos confirmados da doença, o que coloca a Itália em quinto lugar no número de infecções detectadas, perdendo para Estados Unidos, Espanha, Reino Unido e Rússia. 

Hoje, 82.488 pessoas ainda carregam o vírus, no domingo eram 83.324. Ainda segundo a Agência de Proteção Civil, 1,7 milhão de pessoas já foram testadas no país, que tem 60 milhões de habitantes.