EUA: autópsia de Rayshard Brooks indica 2 tiros nas costas como causa de morte

Chefe da polícia de Atlanta se demitiu após homem negro ser morto em abordagem. Caso ocorre em meio a atos pedindo justiça pela morte de George Floyd

Theresa Waldrop, Eric Levenson, Christina Maxouris e Joe Sutton, da CNN
15 de junho de 2020 às 02:54 | Atualizado 15 de junho de 2020 às 06:51

Rayshard Brooks foi baleado duas vezes nas costas antes de morrer, de acordo com um comunicado do Departamento de Medicina Legal do condado de Fulton, na Geórgia.

Brooks morreu após danos em seus órgãos e perda de sangue causada por dois ferimentos a bala, segundo a instituição.

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Protestos pela morte de George Floyd tomam as ruas dos EUA neste domingo

A autópsia, realizada neste domingo (14), lista a causa do óbito de Brooks como ferimentos de bala nas costas. O modo de morte é listado como homicídio.

Manifestantes tomaram as ruas de Atlanta - e em outros lugares dos Estados Unidos - novamente no domingo. Na cidade em que Brooks foi morto, manifestantes se reuniram no restaurante de fast food onde o caso aconteceu na sexta-feira. O restaurante foi incendiado durante protesto no sábado.

O promotor do condado de Fulton criticou a atitude de policiais na abordagem que culminou na morte de Brooks.

"(Brooks) não parecia apresentar nenhum tipo de ameaça a ninguém, e, portanto, o fato de (a abordagem) escalar até a morte parece irracional", disse DA Howard Howard à Fredricka Whitfield, da CNN, no domingo.

"Parece que esse não é o tipo de conversa e incidente que deveria ter levado à morte de alguém".

Brooks, 27 anos, foi morto a tiros por um policial na noite de sexta-feira nas imediações e uma lanchonete na cidade de Atlanta, depois que a polícia o algemou por suspeita de dirigir alcoolizado, de acordo com vídeos. As imagens mostram que Brooks pegou o taser (arma de choque elétrico não letal) de um policial durante a tentativa de prisão e apontou a arma contra os guardas enquanto fugia.

Um policial, então, atirou fatalmente em Brooks três vezes com sua arma de serviço, disseram as autoridades.

O assassinato teve rápida repercussão em Atlanta, uma das muitas cidades em que os manifestantes pediram o fim da violência policial e do racismo após o assassinato policial de George Floyd em Minneapolis, Minnesota. O policial que atirou em Brooks foi demitido e a chefe de polícia Erika Shields renunciou porque manifestantes exasperados pediram justiça.

No sábado, a prefeita de Atlanta Keisha Lance Bottoms disse não acreditar que o uso de força letal devesse ser usado na abordagem de Brooks.