Argentina vai flexibilizar isolamento em Buenos Aires após meses de lockdown

Fechados desde 20 de março, lojas, salões de beleza e alguns serviços profissionais poderão voltar a abrir na capital do país

Reuters
17 de julho de 2020 às 16:34 | Atualizado 17 de julho de 2020 às 21:29

A Argentina vai flexibilizar gradualmente o lockdown que durou quase quatro meses em Buenos Aires, anunciou o presidente Alberto Fernández nesta sexta-feira (17), após medidas mais duras implementadas no início de julho ajudarem a conter a transmissão da Covid-19 na cidade.

Fernández disse que o retorno vai acontecer em várias fases — a primeira terá duração até 2 de agosto.

Na capital, que esteve sob as mais duras medidas de isolamento desde 20 de março, lojas, salões de beleza e alguns serviços profissionais poderão reabrir. 

Atividades de recreação ao ar livre também serão permitidas. Escolas permanecerão fechadas enquanto autoridades analisam as opções de reabertura, disse o prefeito da cidade, Horacio Rodriguez Larreta, que participou do anúncio ao lado de Fernández no palácio presidencial.

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O governo foi pressionado para começar a reabertura, com críticas de parlamentares da oposição e protestos crescentes em Buenos Aires contra o longo lockdown.

A Argentina confirmou 114.783 casos e 2.133 mortes pela Covid-19, de acordo com os últimos dados oficiais, números relativamente baixos comparados a alguns países vizinhos da América do Sul.

"O esforço que fizemos foi muito importante, estamos entre os países com menos mortes", disse Fernández, acrescentando que o governo pode retroceder caso as infecções voltem a aumentar.

"Estamos muito longe de superar o problema. O que importa para nós é que o sistema de saúde não entre em colapso", afirmou.

As restrições já haviam sido relaxadas em outras partes do país, fora a capital. As fronteiras permanecem fechadas, mas a suspensão para todos os voos comerciais está prevista para expirar em 1º de setembro.