Com baixa de casos de Covid-19, Pequim retira exigência de uso de máscaras

Capital da China relaxa mais o protocolo de prevenção ao novo coronavírus após 13 dias sem casos

Thomas Suen, da Reuters
21 de agosto de 2020 às 03:54 | Atualizado 21 de agosto de 2020 às 03:56
Policiais paramilitares usam máscaras e óculos de proteção enquanto ficam de guarda em uma entrada do mercado fechado de Xinfadi, em Pequim, em 13 de junho.
Foto: Greg Baker/AFP/Getty Images

As autoridades de saúde na capital da China, Pequim, eliminaram a exigência de que os cidadãos usem máscaras ao ar livre, relaxando ainda mais as regras que visam prevenir a disseminação do novo coronavírus, depois que a cidade relatou 13 dias consecutivos sem novos casos.

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Apesar das regras relaxadas, uma grande proporção de pessoas continuou a usar máscaras em Pequim nesta sexta-feira (21).

Alguns disseram que a máscara os fazia se sentir seguros, enquanto outros afirmaram que as pressões sociais para usar as máscaras também foram um fator.

"Acho que posso tirar minha máscara a qualquer momento, mas preciso ver se os outros a aceitam. Porque tenho medo que as pessoas fiquem com medo se me virem sem máscara", disse uma chinesa, de 24 anos, de sobrenome Cao, à agência Reuters.

É a segunda vez que as autoridades de saúde de Pequim relaxam as diretrizes sobre o uso de máscaras na capital, que em grande parte voltou ao normal depois de decretos de bloqueiros.

Os Centros de Controle de Doenças municipais de Pequim disseram pela primeira vez que os moradores poderiam ficar sem máscaras em áreas externas no final de abril, embora as regras tenham sido revertidas rapidamente em junho, após um novo surto em um grande mercado atacadista no sul da cidade.

A China não relatou nenhum novo caso transmitido localmente em sua parte continental por cinco dias depois de controlar com sucesso as explosões na capital, Xinjiang e em outros lugares.

Especialistas dizem que a chave para o sucesso do país no controle da doença tem sido a aplicação estrita das regras locais, incluindo o uso de máscaras, quarentena domiciliar obrigatória e participação em testes em massa.

As autoridades relataram 22 casos importados no continente em 20 de agosto e fecharam suas fronteiras para a maioria dos cidadãos não chineses. O país notificou um total de 84.917 casos desde o início do surto.