Putin promete crédito de US$ 1,5 bilhão a Belarus em encontro com Lukashenko


Vladimir Soldatkin, da Reuters
15 de setembro de 2020 às 03:03
Vladimir Putin e Alexandr Lukashenko se reúnem

Vladimir Putin e Alexandr Lukashenko se reúnem em Sochi, na Rússia, em 14 de setembro de 2020

Foto: Instagram/ Reprodução

O presidente russo, Vladimir Putin, prometeu um empréstimo de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 7,9 bilhões) a Belarus nesta segunda-feira (14) em um gesto de apoio a seu líder Alexandr Lukashenko, com quem se reuniu em meio a protestos contra o governante bielorrusso que já duram cinco semanas.

Um dia depois de mais de 100 mil manifestantes tomarem as ruas de Minsk com gritos contra Lukashenko, o presidente bielorrusso encontrou Putin no resort de Sochi, no Mar Negro, onde pediu ajuda para manter seu controle de 26 anos no poder.

"Em primeiro lugar, quero agradecer a você... pessoalmente, agradeço a você e a todos os russos, e não vou listá-los, que estiveram envolvidos no apoio durante este período pós-eleitoral", disse Lukashenko.

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O Kremlin disse que parte do dinheiro novo seria usado para refinanciar empréstimos anteriores.

Putin apoiou os planos que Lukashenko havia anunciado anteriormente para a reforma constitucional, que a oposição considerou uma manobra para manter o poder após uma disputada eleição presidencial em 9 de agosto.

Mas seu porta-voz, Dmitry Peskov, disse que a Rússia retiraria uma reserva de policiais e guardas nacionais que Putin havia colocado perto da fronteira no mês passado, prontos para intervir caso a situação ficasse fora de controle.

A medida sinalizou a disposição de Moscou em enfatizar o apoio financeiro, não a força - e possivelmente sua crença de que uma violenta repressão pelas forças de segurança de Lukashenko foi eficaz o suficiente para mantê-lo no poder na ex-república soviética.

"Queremos que os próprios bielorrussos, sem estímulos e pressões de fora, resolvam esta situação de maneira calma e por meio do diálogo e encontrem uma solução comum", disse Putin.

Putin afirmou, no entanto, que a cooperação na defesa continuará. Horas antes, agências de notícias russas relataram que Moscou estava enviando pára-quedistas para exercícios conjuntos.