Presidente interina pede que Bolívia aguarde resultado eleitoral 'sem violência'


Por Marcelo Rochabrun e Daniel Ramos, da Reuters
18 de outubro de 2020 às 23:48 | Atualizado 19 de outubro de 2020 às 00:01
Presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez
A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez
Foto: David Mercado - 13.mar.2020 / Reuters


Após um ano de crise política, a Bolívia foi às urnas neste domingo (18). A votação é um teste de democracia para o país, que tem sido liderado por um governo provisório não eleito desde o cancelamento das últimas eleições.

A contagem dos votos se inicia com incertezas de quando o resultado final será divulgado e ambiente de tensão. De última hora, a autoridade eleitoral do país decidiu não divulgar resultados provisórios na noite deste domingo, citando problemas de sistema. Pesquisas de saída e resultados oficiais parciais serão publicados, mas não está claro quando a contagem oficial será divulgada.

Leia também:
Preparador físico que disse ter duvidado da Covid-19 morre da doença aos 33 anos

Twitter remove postagem de assessor de Trump sobre Covid-19 e uso de máscara


Em meio à grande tensão, Jeanine Áñez, presidente interina do país, pediu que não haja violência.

“Devemos todos ter paciência para esperar os resultados das eleições sem nos envolver em qualquer tipo de violência”, disse Áñez, que assumiu em um vácuo de poder no ano passado após a renúncia de Evo Morales - que, após quase 14 anos na presidência, liderava a contagem dos votos em 2019, mas foi acusado de fraude pelos opositores.

"Garanto a vocês que teremos resultados confiáveis", acrescentou a interina sobre as eleições de 2020.

As pesquisas pré-eleitorais colocaram Luis Arce, do partido socialista de Morales, na liderança, o que colocaria o país de volta à esquerda. Carlos Mesa, de centro, é o principal adversário. Ele serviu como presidente no início dos anos 2000. As pesquisas sugerem que um segundo turno seria necessário.

Salvador Romero, que chefia a autoridade eleitoral da Bolívia, disse a repórteres à tarde que o processo de votação transcorreu sem problemas. A votação é um teste de democracia no país.

"Este é um momento fundamental na história de nosso país", disse o candidato de centro Carlos Mesa ao votar em La Paz no domingo.