Sem conseguir frear segunda onda de Covid-19, França amplia lockdown


Henrique Andrade* Da CNN, em São Paulo
22 de outubro de 2020 às 16:39

O primeiro-ministro da França, Jean Castex, anunciou nesta quinta-feira (22/10) a adoção de medidas mais restritas para combater a segunda onda de casos de coronavírus que atinge o país. Com quase um milhão de infecções por Covid-19, o governo do país impôs toque de recolher para mais 38 distritos, agora totalizando 54 em todo o país.

Os 46 milhões de franceses que moram nestas regiões (mais da metade da população de 67 milhões) não podem sair de cada entre as 21h e as 6h, a não ser para trabalho ou em caso de emergência. As medidas serão válidas a partir de meia-noite desta sexta-feira (23).

"As próximas semanas serão difíceis, nossos hospitais serão postos à prova. Os novos casos de hoje são os internados em hospitais de amanhã. Sabemos que o mês de novembro será difícil", disse o primeiro-ministro.

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O aumento de casos na França tem preocupado as autoridades. No pico inicial da pandemia, o Ministério da Saúde nunca tinha registrado mais de 10 mil casos diários de Covid-19. Nos últimos sete dias, a média está acima dos 25 mil.

"A segunda onde chegou. Hoje estamos observando uma progressão rápida e preocupante em todos os países europeus. A situação é séria, na Europa e na França", declarou Castex. Grandes cidades como Paris e Marselha já adotaram o toque de recolher há duas semanas.

O país registrou 41.622 novos casos de Covid-19 em 24 horas nesta quinta-feira (22), um recorde diário que foi publicado logo após o governo anunciar uma ampla extensão do toque de recolher estabelecido há uma semana em Paris e outras cidades importantes.

O número de pessoas na França que morreram de infecções por coronavírus aumentou em 162, para 34.210, e o número acumulado de casos agora totaliza 999.043.

*Sob supervisão de Evelyne Lorenzetti