Casos aumentam, e Portugal retoma ordem de fique em casa na maior parte do país

A orientação do governo volta a ser para que as pessoas  fiquem em casa e só saiam para serviços essenciais, como trabalho, escola ou compras

Carolina Figueiredo Da CNN, em São Paulo
31 de outubro de 2020 às 18:33 | Atualizado 31 de outubro de 2020 às 18:45
Lisboa
Foto: Reprodução/Pixabay


O governo de Portugal anunciou, neste sábado (31), que grande parte do país vai retornar ao lockdown para conter a proliferação da Covid-19. Com a retomada do bloqueio, a orientação do governo volta a ser para que as pessoas  fiquem em casa e só saiam para serviços essenciais, como trabalho, escola ou compras. A regra começa a valer a partir da próxima quarta-feira (4).

Entre as medidas anunciadas, o governo português determinou a obrigatoriedade das empresas de adotarem o regime de teletrabalho sempre que as funções dos funcionários permitirem. Além disso, a realização de festas ou feiras também passa a ser proibida. 

Uma resolução aprovada neste sábado (31) decreta situação de calamidade em todo o país entre os dias 4 e 15 de novembro. 

Leia também:

Reino Unido decreta lockdown por um mês após alta em novos casos de coronavírus
Estudo descreve a personalidade de quem se recusa a usar máscaras
Por vacina contra Covid-19, governadores buscam alinhar-se à OMS

Os restaurantes podem continuar a funcionar mas com capacidade limitada, e devem fechar até às 22h30. Todos os estabelecimentos comerciais também deverão seguir o horário limite de abertura, que é às 22h30.

“Se nada for feito, o aumento das infecções nos levará inevitavelmente a uma situação de falha do nosso sistema de saúde”, afirmou o primeiro ministro do país, Antonio Costa. 

Portugal registrou um índice comparativamente baixo em relação a outros países europeus, com 141.279 casos e 2.507 mortes, mas as infecções diárias atingiram um recorde de 4.656 na sexta-feira (30), antes de recuar para 4.007 no sábado (31), quando o número de mortos aumentou em 39.

Um total de 1.972 pessoas estão no hospital após um aumento contínuo nas hospitalizações nas últimas duas semanas, com 286 pessoas em unidades de terapia intensiva.

A circulação entre os municípios de Portugal já tinha sido proibida entre sexta  (31) e terça (3) para reduzir o risco de transmissão do vírus durante o feriado de Todos os Santos.