Argentina assina contrato com a Rússia e espera vacinar 300 mil pessoas em 2020

Presidente Alberto Fernández anunciou nesta quinta-feira (10) acordo para compras da Sputnik V; até fevereiro, país pretende imunizar 10 milhões de pessoas

Paula Bravo Medina
10 de dezembro de 2020 às 15:04 | Atualizado 10 de dezembro de 2020 às 15:06
O presidente argentino Alberto Fernández
O presidente argentino Alberto Fernández
Foto: Annegret Hilse/Reuters (3.fev.2020)

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, anunciou nesta quinta-feira (10) que o país assinou um contrato com a Rússia que permitirá que 300 mil pessoas sejam imunizadas contra o novo coronavírus com a vacina Sputnik V até o final de 2020.

Em entrevista coletiva da sede do governo, Fernández estimou que o país receberá um primeiro lote de cerca de 600 mil doses para vacinar 300 mil pessoas até o final de 2020.

Ele disse ainda que, até fevereiro, a Argentina terá doses suficientes para vacinar 10 milhões de pessoas. A expectativa é receber doses para administrar a cinco milhões de pessoas em janeiro e em fevereiro o restante das doses necessárias para chegar a 10 milhões. 

Fernández anunciou que essas doses permitirão que quase todas as pessoas nos grupos de risco, que são cerca de 13 milhões, sejam imunizadas.

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A vacina Sputnik V ainda precisa ser aprovada pela Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (Anmat). 

Por isso, o presidente informou que funcionários do governo e deste órgão irão à Rússia na próxima semana para poder verificar in loco e tirar dúvidas sobre as condições de produção e a qualidade da vacina. 

Fernández disse que, se o imunizante for aprovado no país, ele será o primeiro a recebê-lo para mostrar que é confiável. Além disso, ele agradeceu ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, por “se encarregar pessoalmente de ajudar para que isso acontecesse". 

A Argentina também assinou contratos com a farmacêutica AstraZeneca e com o consórcio Covax Facility.

Até a quarta-feira (9), o Ministério da Saúde argentino confirmou 1.475.222 casos do novo coronavírus e 40.222 mortes.

(Texto traduzido; leia o original em espanhol)