Papa decreta que juiz italiano assassinado pela máfia pode ser beatificado

Rosario Livatino foi morto a tiros depois que um esquadrão da máfia forçou seu carro para fora da estrada enquanto ele dirigia por uma rodovia siciliana

Philip Pullella, da Reuters, na Cidade do Vaticano
22 de dezembro de 2020 às 16:31
Papa Francisco, líder mundial da Igreja Católica
Foto: Guglielmo Mangiapane - 2.set.2020/ Reuters

O papa Francisco decretou nesta terça-feira (22) que o juiz italiano Rosario Livatino, assassinado pela máfia na Sicília em 1990, é um mártir da fé e pode ser beatificado ou declarado como "abençoado".

Livatino, que era um católico devoto, foi morto a tiros depois que um esquadrão da máfia forçou seu carro para fora da estrada enquanto ele dirigia por uma rodovia siciliana.

Conhecido como o "juiz moço", já que parecia ter menos de 37 anos, Livatino liderou muitas investigações sobre a máfia numa época em que os clãs sicilianos estavam envolvidos em uma guerra total.

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O decreto de martírio proposto pela Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano e aprovado pelo papa significa que não há necessidade de um milagre ser atribuído à intercessão de Livatino junto a Deus para que ele seja beatificado.

Um milagre deveria ser atribuído a Livatino para que ele fosse declarado santo.

A Igreja Católica Romana ensina que somente Deus realiza milagres, mas que os santos que se acredita estarem com Deus no céu intercedem em nome das pessoas que oram a eles. Um milagre é geralmente a cura inexplicável - do ponto de vista médico - de uma pessoa.