China impõe sanções a 28 autoridades do governo Trump; Mike Pompeo está na lista

A ação foi um sinal da raiva da China, especialmente com a acusação feita por Pompeo de que a China havia cometido genocídio contra os muçulmanos uigures

Reuters
20 de janeiro de 2021 às 20:58 | Atualizado 20 de janeiro de 2021 às 21:00
Foto: Reuters

A China informou nesta quarta-feira que deseja cooperar com o novo governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ao mesmo tempo em que anunciou sanções contra o ex-secretário de Estado Mike Pompeo e 27 outras autoridades do governo do ex-presidente Donald Trump.

A ação foi um sinal da raiva da China, especialmente com a acusação feita por Pompeo em seu último dia no cargo de que a China havia cometido genocídio contra os muçulmanos uigures chineses – uma afirmação que o escolhido de Biden para suceder Pompeo, Anthony Blinken, disse compartilhar.

Em um repúdio firme ao governo do ex-presidente Trump, o Ministério das Relações Exteriores chinês anunciou as sanções em um comunicado que apareceu em seu site no momento em que Biden tomava posse como presidente.

Pompeo e as outras autoridades do governo Trump sob sanção "planejaram, promoveram e executaram uma série de movimentos malucos, interferiram gravemente nos assuntos internos da China, minaram os interesses da China, ofenderam o povo chinês e perturbaram seriamente as relações China-EUA", disse o documento.

Entre os funcionários e ex-funcionários do governo Trump alvo de sanções estão o ex-chefe comercial Peter Navarro, os ex-conselheiros de segurança nacional Robert O'Brien e John Bolton, o ex-secretário de Saúde Alex Azar, a ex-embaixadora da ONU Kelly Craft e o ex-assessor de Trump Steve Bannon.